Os trabalhadores do setor metalúrgico de Criciúma e cidades vizinhas deram início a uma greve nesta quarta-feira (23). A decisão de cruzar os braços foi tomada depois de meses de conversas entre o sindicato da categoria e os representantes das empresas não resultarem em um acordo salarial.
As negociações tiveram início em maio. Conforme o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Criciúma e Região (SinMetal), o impasse gira em torno do índice de reajuste proposto. A oferta patronal de 1% de aumento real foi rejeitada pelos trabalhadores, que a consideram muito baixa.
Sem avanço nas tratativas, os metalúrgicos optaram pela paralisação como forma de pressionar os empregadores a apresentar uma nova proposta. “Estamos numa greve reivindicando um aumento melhor para o trabalhador. O patrão travou a negociação oferecendo só 1% de aumento real. Estamos aqui paralisando porque queremos um aumento melhor para os trabalhadores”, declarou João Batista da Silva, presidente do SinMetal.
A mobilização deve prosseguir enquanto os representantes dos trabalhadores aguardam uma nova rodada de negociação. A expectativa da categoria é de que a greve force a retomada das conversas e resulte em uma proposta salarial mais satisfatória.
Até o momento, não há informações sobre o número de trabalhadores e empresas afetados pela paralisação. A reportagem também não localizou manifestação da parte patronal sobre as reivindicações.
Fonte: Sul in Foco


























