O governo do México anunciou nesta terça-feira que está alinhando com Estados Unidos e Canadá um conjunto de procedimentos sanitários voltados à Copa do Mundo de futebol. O objetivo é evitar a disseminação do ebola, doença que atualmente afeta nações africanas.
A República Democrática do Congo, que enfrenta um surto do vírus letal, disputará partidas da fase inicial do campeonato em solo americano e mexicano. O país é um dos focos da epidemia.
Na segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde classificou a situação na República Democrática do Congo como ‘extremamente grave e de difícil controle’, alertando para o risco de propagação a pelo menos dez outras nações africanas.
O secretário de Saúde mexicano, David Kershenobich, afirmou durante entrevista coletiva que estão sendo implementados protocolos de vigilância epidemiológica em parceria com os Estados Unidos e o Canadá, especialmente no contexto da Copa do Mundo.
Kershenobich detalhou que as medidas incluirão isolamento e monitoramento rigoroso por parte das autoridades de saúde e turismo. Na semana anterior, os Estados Unidos já haviam anunciado que a seleção congolesa ficará em quarentena por 21 dias antes de entrar no país.
A estreia da República Democrática do Congo está marcada para 17 de junho, em Houston, contra Portugal. O segundo compromisso da equipe será diante da Colômbia, em Guadalajara, no oeste do México.
O México espera receber mais de cinco milhões de turistas durante o torneio sediado na América do Norte. A última partida dos congoleses na fase de grupos será em 27 de junho, em Atlanta, contra o Uzbequistão.
A OMS contabiliza 220 mortes pelo surto no país, sendo dez confirmadas laboratorialmente, e mais de 900 casos suspeitos. Uganda também registra sete casos confirmados. A cepa atual, Bundibugyo, não dispõe de vacina ou tratamento específico.
Fonte: O GLOBO






















