A saída de Marcello Lopes, o “Marcellão”, da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi motivada por pressão interna, crise envolvendo o caso Master e falta de estratégia de comunicação, segundo aliados do senador.
Com o avanço das revelações sobre o caso Master, que expôs a relação de Flávio com o empresário Daniel Vorcaro, a insatisfação com o marqueteiro cresceu nos bastidores. Aliados passaram a defender uma reformulação na comunicação, culminando na substituição de Marcellão pelo publicitário Eduardo Fischer.
O anúncio oficial ocorreu na noite de quarta-feira (1º), embora a troca já fosse esperada. Em nota, Marcellão afirmou que comunicou a Flávio, em São Paulo, que não poderia mais colaborar na pré-campanha, priorizando sua empresa e sua família nos Estados Unidos.
As viagens do marqueteiro aos EUA foram outro foco de desgaste. Ele estava no país quando os áudios de Flávio foram divulgados, o que gerou uma crise de imagem para o senador.
Reservadamente, aliados já demonstravam incômodo com a atuação de Marcellão meses antes do caso Master. A avaliação era de que a comunicação dependia do círculo pessoal de Flávio e carecia de profissionalização.
O desgaste se intensificou com a crise, que expôs dificuldades da equipe em reagir rapidamente ao noticiário e em construir uma estratégia unificada. Integrantes da pré-campanha afirmam que o senador foi “levado a reboque” das notícias, demorando a responder a temas sensíveis.
A leitura interna é que Flávio transmitiu insegurança ao mudar versões sobre sua relação com Vorcaro e sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre a campanha de Jair Bolsonaro em 2018.
Nesse contexto, cresceu a defesa pela contratação de nomes mais experientes. Eduardo Fischer, chamado para substituir Marcellão, é visto como alguém capaz de ajudar Flávio a recuperar a iniciativa política.
Fischer é considerado pioneiro da comunicação integrada no Brasil, com campanhas marcantes como “Brahma número 1” e “Experimenta Nova Schin”. Ele também teve sociedade com Roberto Justus e acumula mais de 700 prêmios nacionais e internacionais.
A expectativa é que Fischer profissionalize a comunicação da pré-campanha e ajude Flávio a lidar com as crises que afetam sua imagem.
Fonte: O GLOBO


























