O vereador Dion Elias, líder do Progressistas na Câmara de Sombrio, manifestou preocupação com a restrição no atendimento do Pronto-Socorro do Hospital Dom Joaquim e, principalmente, com a falta de informações claras à população sobre como ficará o atendimento durante o período de reformas. A preocupação surgiu após o parlamentar ter acesso ao Ofício nº 208/2026, encaminhado pelo Instituto Maria Schmitt (IMAS), responsável pela administração do hospital, à Secretaria de Estado da Saúde e à Gerência Regional de Saúde.
No documento, o IMAS informa que, a partir de 1º de agosto, o Pronto-Socorro passou a atender exclusivamente pacientes encaminhados pelo SAMU e pelo Corpo de Bombeiros Militar, suspendendo o atendimento de pessoas que procuram o hospital por conta própria (demanda espontânea). A medida poderá durar até 60 dias em razão das obras na emergência e da ‘significativa indisponibilidade de recursos financeiros’.
Para o vereador, o problema não é apenas a restrição do atendimento, mas a ausência de um plano público que explique como a população será atendida durante esse período, quais unidades absorverão a demanda, quais serviços permanecerão disponíveis e quando será restabelecido o atendimento normal.
Durante fiscalização no hospital, Dion Elias verificou que o aviso fixado na entrada da unidade informa apenas que os atendimentos estão sendo direcionados para a Clínica Damian. No entanto, o comunicado não esclarece quem pode ser atendido, quais são os critérios para acesso, quais casos serão encaminhados para outros serviços e nem o prazo previsto para essa mudança temporária.
Além disso, o vereador recebeu o relato de uma servidora da área da saúde de que a Unidade de Pronto Atendimento (Upinha) teria atingido sua capacidade máxima de atendimentos ainda no início da tarde, entre 13h e 15h30, no dia consultado. O parlamentar ressalta que essa informação será oficialmente apurada e cobra da Secretaria Municipal de Saúde um posicionamento sobre eventual aumento da demanda nas unidades municipais em decorrência das mudanças no hospital.
Outro ponto levantado é a falta de divulgação ampla sobre o funcionamento estendido de algumas unidades de saúde do município. Segundo o vereador, a população precisa saber quais postos estão atendendo à noite, seus horários de funcionamento e, principalmente, se o atendimento é destinado a casos de urgência ou apenas a consultas previamente agendadas.
Diante desse cenário, Dion Elias protocolou requerimento de informações, em regime de urgência, ao IMAS e à Secretaria Municipal de Saúde, solicitando esclarecimentos sobre as restrições no atendimento, a apresentação de um plano de contingência para o período das obras, a correção das informações disponibilizadas ao público e a realização de uma ampla campanha de comunicação para orientar a população.
O parlamentar também destaca que outros requerimentos já aprovados pela Câmara Municipal sobre a situação do Hospital Dom Joaquim continuam sem resposta das instituições responsáveis, apesar de todos os encaminhamentos realizados oficialmente pela Secretária-geral da Casa Legislativa.
‘Quando se trata de saúde pública, informação incompleta pode colocar vidas em risco. A população precisa saber exatamente onde procurar atendimento, quais serviços estão disponíveis e o que fazer em uma situação de urgência. Transparência é um dever do poder público e das instituições responsáveis pela gestão do hospital’, afirma o vereador Dion Elias.
Fonte: Gabinete do vereador

























