O técnico Carlo Ancelotti divulgou nesta segunda-feira, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, a lista dos 26 convocados para a Copa do Mundo. Antes de anunciar os nomes, o italiano destacou a dificuldade da escolha e lamentou precisar cortar alguns atletas.
— Foi muito difícil escolher esses 26 jogadores porque a concorrência neste país é muito alta. Sei perfeitamente que alguns jogadores que estiveram conosco não estarão contentes com essa lista. Sinto muito por isso. Quero agradecer a todos que estiveram conosco e aos que não estiveram por um trabalho fantástico — disse.
No comando do Brasil desde maio de 2025, com contrato renovado até 2030, Ancelotti teve um ciclo de preparação reduzido. Diante de convocações anteriores e desempenho oscilante, a lista era aguardada com expectativa. Ciente das limitações, o técnico exaltou o grupo e colocou o Brasil como candidato ao título.
— Acreditamos que é uma lista que pode envolver um futebol de qualidade para a seleção, com um espírito coletivo extraordinário, boa atitude, concentração e disciplina. Não é uma lista perfeita, mas não vai ganhar a Copa a equipe perfeita. A equipe perfeita não existe. Quem pode ganhar é a equipe mais resiliente. Queremos ser a mais resiliente do mundo. Não tenho medo de dizer que podemos ganhar a Copa. Sei que a expectativa é alta, mas isso dá mais motivação — afirmou.
Um dos nomes mais esperados era o de Neymar Jr., do Santos, cuja convocação foi comemorada pelos presentes. Ancelotti explicou que a decisão se deu pela importância do jogador para o grupo e pelo seu desempenho no ano.
— Fizemos a avaliação do Neymar durante o ano. Vimos que ele jogou com continuidade, melhorou a condição física. Pensamos que ele é um jogador importante para esta Copa, com o mesmo papel e obrigação que os outros 25. Pode jogar ou não, ser banco ou entrar. Ele tem a mesma responsabilidade. É um jogador experiente, e em algumas posições, como goleiros, privilegiamos a experiência — explicou.
Sobre o posicionamento, Ancelotti disse que pretende utilizá-lo como atacante centralizado. No amistoso contra o Panamá, no dia 31, fará os testes necessários. Apesar da convocação, não há garantia de titularidade.
— Ele vai jogar se merecer. Temos treino, e o gramado vai decidir. Tenho uma ideia da equipe titular, mas temos que jogar como treinamos. Repito, Neymar tem a mesma oportunidade dos outros. Temos responsabilidade em comum: ajudar a seleção a vencer a Copa — finalizou.
Ancelotti também agradeceu pela renovação contratual com a CBF.
— Agradeço ao presidente Samir, à diretoria e aos funcionários. Minha comissão técnica me deu a oportunidade de continuar trabalhando neste maravilhoso país por mais quatro anos. Morar aqui e viver a paixão do futebol brasileiro é muito bonito. Agradeço a todos os torcedores que me receberam bem desde o primeiro dia — disse.
Sobre os palpites na convocação, o técnico afirmou ter recebido muitas sugestões, mas confiou no trabalho da comissão.
— Recebi conselhos de jornalistas, opinadores, influencers, cantores, jogadores, ex-jogadores. Até um piloto de avião me perguntou quem convocaria. Agradeço a todos, mas o trabalho da comissão técnica foi muito bom, feito com competência, seriedade e paixão. Tenho informações suficientes para fazer uma lista com menos erros. Não quero ser arrogante, mas agradeço pelos conselhos — afirmou.
Questionado sobre a ausência de João Pedro, do Chelsea, Ancelotti explicou.
— Temos que considerar muitas coisas. Jogar futebol aqui é complicado, com viagens e calor. Ficamos tristes por João Pedro, que pela temporada na Europa merecia estar na lista. Mas, com todo respeito, escolhemos outro jogador. Sentimos muito por ele e por todos os outros — concluiu.
Fonte: O GLOBO


























