Diante da previsão de ocorrência do El Niño e do risco de eventos climáticos extremos em Santa Catarina, diversas prefeituras no estado já anunciam o cancelamento de festas tradicionais e a intensificação de medidas preventivas.

A decisão alinha-se ao Decreto de Alerta Climático emitido pelo Governo do Estado e pela Defesa Civil, que determina ações antecipadas para lidar com possíveis enchentes, deslizamentos e enxurradas nos próximos meses em toda a região Sul do país.
O decreto estadual possui caráter preventivo e não implica que o estado esteja em situação de emergência no momento. De acordo com meteorologistas, Santa Catarina atravessa um período de neutralidade climática, mas existe 80% de probabilidade de início do El Niño entre julho e agosto.
Entre os primeiros reflexos práticos do alerta climático estão alterações em eventos tradicionais de municípios catarinenses. Em Rio do Oeste, a Prefeitura e a Comissão Organizadora divulgaram o adiamento da Festa da Polenta, que estava prevista para julho deste ano, sendo transferida para 2027.
Segundo a administração municipal, a medida foi adotada de forma preventiva e responsável, diante das previsões climáticas do El Niño, que apontam possibilidade de chuvas intensas e inundações na região. A prefeitura destacou que, neste momento, os esforços serão concentrados em ações de prevenção, preparação e proteção da população.
Em Agrolândia, a Prefeitura também optou por cancelar a FECOL, tradicional festa do município agendada para julho. A administração local justificou que a prioridade é direcionar recursos para medidas de mitigação das cheias e preparação para eventuais enxurradas.
Outro município que anunciou providências preventivas foi Gaspar. A administração decretou estado de alerta climático e instituiu um comitê de gestão de crise para coordenar ações sob orientação da Defesa Civil. Além disso, decidiu cancelar a edição deste ano da Expofeira do município.
O Decreto de Alerta Climático do Estado também estabelece que os municípios reforcem ações preventivas, como limpeza de sistemas de drenagem, revisão de planos de contingência, vistorias em áreas de risco e atualização do mapeamento de regiões suscetíveis a deslizamentos e inundações.
Fonte: CNN Brasil























