SAÚDECasos de síndrome respiratória grave sobem 56% em hospital infantil de Florianópolis

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O Hospital Infantil Joana de Gusmão, localizado em Florianópolis, constatou um aumento de 56% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) atendidos em seu setor de emergência. Em fevereiro, foram realizados 4,8 mil atendimentos, número que saltou para 7,5 mil em abril. Crianças com menos de um ano de idade foram as mais afetadas pela alta.

No período analisado, 96 pacientes dessa faixa etária precisaram de internação, dos quais 59 foram encaminhados para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica. Ao todo, nos primeiros quatro meses do ano, 101 crianças passaram pela UTI do hospital. Não houve registro de óbitos na unidade.

A pediatra Luciana Hammes, que atua no hospital, comentou sobre as principais condições que acometem as crianças atendidas: “Temos observado um predomínio de quadros virais, com destaque para o rinovírus, que tem sido o principal agente identificado nas internações.”

Entre janeiro e abril deste ano, o Hospital Infantil registrou 507 internações por SRAG. O rinovírus foi responsável por 202 casos, seguido pela influenza (65), vírus sincicial respiratório (VSR) com 42 casos, adenovírus (23), Covid-19 (15) e metapneumovírus (10). Em 150 casos, não foi possível detectar o vírus causador.

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A diretora da unidade, Maristela Cardozo, comentou sobre o crescimento da demanda: “O aumento no número de atendimentos tem sido significativo, especialmente entre os bebês, o que exige uma reorganização constante dos nossos serviços para garantir a qualidade do cuidado.”

As gestantes residentes em Santa Catarina têm acesso à vacina contra o VSR, com o objetivo de prevenir complicações respiratórias em recém-nascidos. O estado já contabilizou 2,2 mil casos de SRAG em crianças de 0 a 9 anos em 2026, dos quais 406 necessitaram de internação em UTI e 17 evoluíram para óbito.

Em relação à campanha de vacinação contra a gripe, apenas 25% das crianças de 6 meses a 6 anos, grupo prioritário, foram imunizadas até o momento. A baixa adesão preocupa as autoridades de saúde.

Fonte: Governo de SC

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