Um laudo técnico emitido pelo Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal concluiu que não há ligação causal direta entre o detergente Ypê e o grave quadro de encefalopatia aguda sofrido por uma criança em Salvador, na Bahia. O caso, que ganhou repercussão no final de 2023, investigava a alegação dos pais de que a filha teria ingerido o produto.
A análise do detergente Ypê não identificou substâncias em sua composição capazes de causar encefalopatia. A única substância relevante encontrada foi 1,2-benzisotiazol-3(2H)-ona, um conservante, presente em concentração inferior ao limite permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e sem potencial para provocar a condição neurológica.
Paralelamente, amostras biológicas da criança, incluindo fios de cabelo, urina e outros fluidos, foram minuciosamente analisadas. Os exames não revelaram a presença do conservante encontrado no detergente, nem de qualquer outra substância tóxica exógena que pudesse explicar o quadro de saúde. O relatório pericial foi categórico ao afirmar: “Não foi verificada a presença de substâncias tóxicas exógenas que pudessem explicar o quadro de encefalopatia”.
A criança, identificada como Ana Sophia, permanece internada em estado grave, e o caso continua sob investigação na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) da Bahia. Em nota, a empresa Ypê reafirmou seu compromisso com a qualidade e segurança de seus produtos, aguardando a comunicação oficial das autoridades sobre o encerramento das investigações.




















