A Prefeitura de Limeira, no interior de São Paulo, assinou um decreto que reconhece como bem de utilidade pública o castelo que pertenceu ao cantor sertanejo José Rico, da dupla com Milionário. A medida, publicada na terça-feira (26/5), abre caminho para a transformação do imóvel em um museu dedicado à música sertaneja.
O imóvel abandonado, com mais de 100 cômodos, tem uma área construída superior a 10 mil metros quadrados e ocupa um terreno de 48 mil metros quadrados. Avaliado em R$ 15 milhões, o castelo acumula dívidas e já foi leiloado diversas vezes pela Justiça, mas nunca houve compradores interessados.
As obras de construção começaram há mais de 24 anos e nunca foram concluídas. José Rico morreu em 2015 sem ver o projeto finalizado. Após sua morte, o sonho do artista se transformou em um passivo financeiro para a família, com processos trabalhistas e outras obrigações judiciais.
A família do cantor manifestou apoio à iniciativa da prefeitura. Em declaração à imprensa, parentes afirmaram que veem com bons olhos a ideia de transformar o local em um espaço público que celebre a trajetória de José Rico e Milionário, além da história da música sertaneja.
Para que o projeto saia do papel, a administração municipal precisará realizar uma série de estudos e procedimentos burocráticos. Estão previstas análises econômicas, perícias técnicas e consultas jurídicas para avaliar a viabilidade do plano.
A prefeitura informou que buscará recursos junto aos governos estadual e federal, além de parcerias com a iniciativa privada, para custear as obras de recuperação e adaptação do espaço. O objetivo é transformar o castelo em um polo cultural que valorize a música sertaneja.
O decreto de utilidade pública é o primeiro passo para que a prefeitura possa desapropriar o imóvel ou firmar acordos com os atuais proprietários. A medida também permite que o poder público realize vistorias e intervenções necessárias para preservar a estrutura.
O castelo, que chegou a ser chamado de “castelo do cantor sertanejo”, é uma construção imponente, mas que sofre com o abandono e a falta de manutenção. Imagens recentes mostram o estado de degradação, com mato alto, pichações e estruturas deterioradas.
A expectativa é que, após os estudos, o projeto de museu seja detalhado e apresentado à população. A prefeitura não estabeleceu prazos para a conclusão das etapas, mas afirmou que o processo será conduzido com transparência.
Fonte: Metrópoles






















