ESTATÍSTICAMotociclistas representam 71% dos acidentes de trânsito atendidos pelo SAMU em SC

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Dados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) revelam que, de janeiro a abril de 2026, 71% dos acidentes de trânsito em Santa Catarina envolveram motociclistas. O levantamento aponta que 46% dos atendimentos foram decorrentes de colisões entre motocicletas e outros veículos.

A região da Grande Florianópolis lidera o ranking de ocorrências, com 1.257 atendimentos no período, o que corresponde a um quarto do total estadual de 4.972 registros. Na sequência estão a Foz do Rio Itajaí (827), o Sul catarinense (785), o Extremo Oeste (752), o Vale do Itajaí (494), o Meio-Oeste (396), o Norte/Nordeste (309) e a Serra Catarinense (152).

O superintendente de Urgência e Emergência da Secretaria de Estado da Saúde, Marcos Fonseca, atribui os números ao crescimento populacional e ao aumento da circulação de pessoas, mercadorias e serviços, especialmente na capital e cidades vizinhas. Ele ressaltou que a prevenção é essencial para reduzir esses índices.

Do total de ocorrências atendidas em 2026, 3.970 foram realizadas por Unidades de Suporte Básico (USB), 784 por Unidades de Suporte Avançado (USA), 160 com motolâncias e 58 por serviço aeromédico.

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Em 2025, o SAMU registrou 13.633 atendimentos a acidentes de trânsito no estado, um aumento superior a 6% em comparação com 2024, quando foram contabilizadas 12.838 ocorrências.

As colisões com motocicletas seguem como a principal preocupação. Entre 2024 e 2025, os acidentes entre motos e outros veículos cresceram mais de 11%, saltando de 5.903 para 6.563 registros.

O coordenador médico das Unidades de Suporte Avançado do SAMU na Grande Florianópolis, Nicholas Klein, destacou a vulnerabilidade dos motociclistas, que aumenta o risco de lesões graves e sequelas permanentes. Ele enfatizou a importância de respeitar as regras de trânsito, reduzir a velocidade e adotar uma direção defensiva.

Além do sofrimento das vítimas, os acidentes sobrecarregam o sistema de saúde. A diretora-geral do SAMU/FAHECE, Carla Birolo Ferreira, explicou que muitos pacientes necessitam de internações, cirurgias e longos períodos de reabilitação, pressionando a rede pública.

Os dados foram divulgados durante a campanha Maio Amarelo, movimento internacional que busca conscientizar motoristas, motociclistas e pedestres sobre a segurança no trânsito e a prevenção de acidentes.

Fonte: ND+

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