SEM SAÍDALula defende que esquerda use verde e amarelo na Copa para evitar apropriação das cores

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou no sábado (30) que a esquerda deve adotar as cores verde e amarelo durante a Copa do Mundo, para evitar que esses símbolos nacionais sejam monopolizados por grupos extremistas.

A declaração ocorreu quando Lula cumprimentou o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, que vestia um casaco da seleção brasileira na cor amarela. O presidente então comentou sobre a necessidade de ressignificar o uso das cores.

“É preciso vestir verde e amarelo e deixar claro: não é coisa de bolsonarista”, afirmou Lula, emendando que a esquerda precisa aprender a ocupar esses símbolos. “Nesta Copa, vamos andar de verde e amarelo para evitar que as cores do Brasil sejam tomadas por fascistas”, completou.

O presidente está no Rio para o lançamento da Tela Brasil, plataforma pública e gratuita de streaming voltada a produções audiovisuais nacionais.

Nos últimos anos, as cores verde e amarelo foram fortemente associadas a apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Desde 2022, Lula defende que a bandeira e a camisa da seleção pertencem a todos os brasileiros, não a uma única facção política.

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A fala ocorre em meio a críticas de Lula ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência e adversário político. Flávio esteve nos Estados Unidos e solicitou ao governo americano que classificasse o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

Após os EUA anunciarem a medida — um dia depois do encontro de Flávio com o presidente Donald Trump — Lula acusou a oposição de agir contra os interesses nacionais.

No evento carioca, Lula também criticou quem prefere viajar para o exterior em vez de explorar o Brasil. “Muita gente defende o meio ambiente, mas pega um avião para Miami e não visita a Amazônia”, disse.

O presidente ainda atacou a supervalorização da cultura estrangeira, afirmando que os brasileiros precisam reconhecer mais a própria história e riquezas. “Somos obrigados a assistir enlatados de má qualidade porque falta conteúdo nacional para a juventude”, argumentou.

Em Sergipe, antes de ir ao Rio, Lula chamou Flávio Bolsonaro de “traidor” por pedir intervenção internacional no Brasil. O presidente defendeu a soberania nacional e disse que o país não será “tratado como moleque”.

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O governo também emitiu nota criticando a articulação da família Bolsonaro e alertando para riscos ao PIX, sistema de pagamentos do Banco Central, devido às medidas propostas.

Fonte: O Sul

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