DIPLOMACIAEUA propõem plano de desescalada entre Israel e Líbano

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, realizou contatos diplomáticos com o presidente libanês, Joseph Aoun, e com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no último domingo (31) para discutir o agravamento das tensões na fronteira entre Israel e Líbano. Durante as conversas, Rubio apresentou uma iniciativa que visa reduzir gradualmente os confrontos na região, conforme informou uma fonte oficial norte-americana.

De acordo com o funcionário americano, a proposta inicial consiste em que o grupo paramilitar Hezbollah, que conta com apoio iraniano, interrompa completamente suas ofensivas contra Israel. Em contrapartida, as forças israelenses se comprometeriam a não intensificar as operações militares em Beirute e seus arredores.

O representante dos EUA explicou que essa trégua limitada poderia abrir caminho para uma desescalada progressiva e, eventualmente, para o fim efetivo das hostilidades entre os dois lados. A iniciativa foi bem recebida pelo presidente Aoun, que buscou avançar com o acordo e garantir seu cumprimento.

Entretanto, o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, que afirmou assegurar o compromisso do Hezbollah com um cessar-fogo, condicionou a trégua a uma ação israelense prévia. Berri declarou que Israel deve ser o primeiro a parar os ataques, transferindo a responsabilidade para o lado israelense.

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No mesmo domingo, Netanyahu anunciou ter autorizado o avanço das tropas israelenses para dentro do território libanês como parte da ofensiva contra o Hezbollah, mesmo após o cessar-fogo decretado há mais de seis semanas. O Exército israelense informou que, no avanço mais recente, suas forças ocuparam o histórico Castelo de Beaufort, que possui cerca de 900 anos, e uma crista estratégica no sul do Líbano.

A movimentação militar ocorreu um dia após um dos dias mais intensos de foguetes disparados pelo Hezbollah contra o norte de Israel desde o cessar-fogo de abril, o que provocou o fechamento de escolas e a imposição de restrições na região. O funcionário americano enfatizou que os EUA não esperam que Israel permaneça passivo diante dos contínuos ataques do Hezbollah contra civis israelenses.

Fonte: CNN Brasil

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