Um homem de 60 anos, identificado como Roberto da Silva Cirino, foi assassinado com cinco tiros de escopeta na segunda-feira (1º) na comunidade Baixa Verde, zona rural de Rio Branco. O autor dos disparos, segundo a Polícia Civil, é o próprio filho da vítima, Alexandre da Silva Cirino, de 27 anos.
Horas após o crime, Alexandre se apresentou espontaneamente na delegacia de Senador Guiomard, entregou a arma utilizada e confessou o homicídio. A motivação, de acordo com familiares e sua defesa, está ligada a uma denúncia de abuso sexual envolvendo a mãe do jovem.
De acordo com os relatos, a ex-companheira de Roberto teria sido vítima de violência sexual na quinta-feira (28), dentro de sua própria residência, no bairro Apolônio Sales, em Rio Branco. A família informou que ela estava se recuperando de uma cirurgia no momento do suposto ataque.
Alexandre tomou conhecimento da denúncia no domingo (31) e, no dia seguinte, foi até a comunidade Baixa Verde para confrontar o pai. Durante a conversa, um desentendimento teria evoluído para o uso da arma, resultando na morte de Roberto no local.
A investigação trouxe à tona um histórico de violência doméstica que, segundo parentes, marcou a vida da família por vários anos. A defesa de Alexandre sustenta que ele e seus irmãos cresceram em um ambiente de agressões físicas e psicológicas.
Um dos episódios mencionados ocorreu quando Alexandre tinha apenas 4 anos. Na ocasião, ele teria sofrido lesões graves atribuídas ao pai, necessitando de internação hospitalar por aproximadamente seis meses para se recuperar.
A ex-companheira de Roberto também é apontada como vítima frequente de agressões durante o relacionamento. Os familiares afirmam que as violências causaram danos à saúde da mulher, incluindo sequelas de repetidos traumatismos cranianos.
Após o crime, Alexandre seguiu para Senador Guiomard, onde se entregou à polícia. Além da confissão, ele entregou a escopeta e os cartuchos utilizados no homicídio.
A Polícia Civil continua investigando para esclarecer todos os detalhes do assassinato e apurar as denúncias de violência doméstica e abuso sexual relatadas pela família.
Fonte: Portal Acre





















