Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (4 de junho) a ampliação das sanções contra o alto escalão do governo cubano, atingindo o presidente Miguel Díaz-Canel, sua esposa, membros da família Castro e órgãos ligados ao aparato político, militar e de inteligência da ilha.
A ação faz parte da estratégia da administração de Donald Trump para intensificar a pressão sobre Havana e responsabilizar autoridades que, conforme Washington, sustentam a repressão doméstica e promovem ações contrárias à segurança nacional dos EUA.
Entre os novos alvos estão Alejandro Castro Espín, filho do ex-presidente Raúl Castro; seu filho, Raúl Alejandro Castro Calis; Manuel Anido Cuesta, enteado de Díaz-Canel; e a primeira-dama cubana, Lis Cuesta Peraza.
Também foram incluídas cinco entidades vinculadas ao Estado cubano, como o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias (MINFAR), o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) e outras organizações que, segundo o Departamento de Estado, integram a estrutura política e de segurança do regime.
O anúncio representa mais um capítulo da ofensiva da Casa Branca contra o governo cubano. Díaz-Canel já havia sido sancionado em julho do ano passado por causa da repressão aos protestos populares de 2021.
Em maio, Washington já havia sancionado 11 autoridades cubanas, incluindo militares de alta patente, agentes de inteligência e o ministro das Comunicações.
As novas medidas foram anunciadas enquanto Trump afirmava que desejava ver Cuba como “um país bem administrado”.
Em comunicado, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o regime cubano trava há décadas uma campanha política, ideológica e institucional contra os Estados Unidos e atua como plataforma para a disseminação de movimentos radicais de esquerda na América Latina.
Segundo Rubio, as sanções atingem indivíduos e instituições que sustentam financeiramente e operacionalmente a estrutura de poder construída pela revolução cubana.
O governo norte-americano também acusa Havana de apoiar redes internacionais de influência e grupos alinhados à esquerda radical, além de utilizar órgãos estatais para financiar e expandir sua atuação política no exterior.
Com a decisão, todos os bens e ativos dos sancionados sob jurisdição dos EUA são bloqueados. Cidadãos americanos ficam proibidos de realizar transações financeiras ou comerciais com os alvos da medida.
As restrições podem atingir empresas, bancos e instituições estrangeiras que mantenham relações com pessoas ou organizações na lista de sanções. Entidades que prestarem apoio financeiro ou operacional aos sancionados poderão sofrer punições adicionais.
Fonte: Metrópoles
























