ESCOLHASalário e estabilidade superam jornada reduzida entre prioridades do brasileiro

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Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que aspectos tradicionais do mercado de trabalho, como remuneração e garantia de permanência, continuam sendo os fatores mais relevantes para os brasileiros ao planejar sua carreira para os próximos cinco anos. A pesquisa, realizada pela Nexus e divulgada nesta sexta-feira, mostra que tendências mais recentes, como o trabalho remoto e a carga horária reduzida, ainda não superam essas preferências clássicas.

De acordo com os dados, 28,7% dos participantes destacaram o salário como o atributo mais importante na ocupação ideal. Em segundo lugar, com 22,4%, aparece a estabilidade no emprego, seguida pelas oportunidades de avanço profissional, mencionadas por 20,1% dos entrevistados.

O trabalho remoto, por sua vez, foi apontado como prioridade por 15,9% das pessoas, enquanto a redução da jornada de trabalho obteve a preferência de apenas 9,8%. Para a especialista da CNI, Cláudia Perdigão, os números evidenciam que o emprego formal ainda é a principal aspiração dos trabalhadores brasileiros, tanto no curto quanto no longo prazo.

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A pesquisa também revela que 36,3% dos entrevistados que estão em busca de trabalho consideram a carteira assinada a modalidade mais atraente. Entre os jovens com idade entre 25 e 34 anos, esse índice sobe para 41,4%, reforçando a relevância do vínculo formal para essa parcela da população.

Apesar de 95% dos participantes afirmarem estar satisfeitos com o emprego atual, o futuro profissional é encarado com incerteza por muitos. Cerca de 42,7% dos brasileiros disseram não saber em que área estarão atuando daqui a cinco anos. Esse sentimento é mais comum entre os trabalhadores mais velhos, que associam a dúvida ao ritmo acelerado das mudanças tecnológicas.

O levantamento também aponta lacunas na capacitação profissional. Menos da metade da população possui habilidades digitais avançadas, como o manuseio de inteligência artificial e planilhas complexas. Isso indica que, mesmo diante da satisfação atual, existe apreensão sobre a capacidade de atender às demandas futuras do mercado.

Dentre os que conseguem traçar um plano profissional, os principais entraves citados são: escassez de ofertas com boas condições de trabalho (22%), carência de experiência prática (17,6%), falta de cursos de capacitação na região onde moram (16,9%) e necessidade de cuidar de parentes (16,1%).

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O espírito empreendedor ainda se mantém presente no país. De acordo com a pesquisa, 13,9% dos entrevistados manifestaram o desejo de montar o próprio negócio, especialmente em áreas como comércio varejista, salões de beleza e restaurantes. O estudo foi conduzido pela Nexus entre os dias 10 e 15 de outubro de 2025, com 2.008 pessoas de 16 anos ou mais em todos os estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Fonte: O Sul

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