O relatório médico semanal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (5), aponta que ele apresentou episódios de soluço com frequência superior à habitual nos últimos sete dias. O cardiologista responsável, Brasil Ramos Caiado, informou que, diante desse quadro, manteve doses altas de medicamentos específicos e uma dieta rigorosa com baixo teor de acidez.
Apesar das queixas, o documento ressalta que não há instabilidades cardiológicas, com a pressão arterial mantida sob controle. O médico descreveu o paciente como estável do ponto de vista cardíaco, relatando apenas cansaço leve, fadiga durante esforços moderados e desconforto ao movimentar o ombro direito, especialmente em flexão e abdução.
Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, cumpre pena em regime domiciliar desde 27 de março, quando recebeu alta hospitalar após tratamento de broncopneumonia. A prisão humanitária, concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, tem prazo de 90 dias.
A decisão judicial estipula que o ex-presidente deve cumprir integralmente a pena em sua residência, com uso de tornozeleira eletrônica. São permitidas visitas permanentes de filhos e advogados, nos mesmos termos legais de um estabelecimento prisional, além de visitas médicas sem necessidade de aviso prévio.
Bolsonaro está proibido de utilizar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, direta ou indiretamente, inclusive por intermédio de terceiros. O relatório também menciona que ele mantém instabilidade crônica de equilíbrio corporal, adotando medidas preventivas para evitar quedas.
Fonte: CNN Brasil























