CONFLITOAtaques iranianos levam israelenses a buscar abrigos e agitam mercados globais

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Cidadãos em diversas localidades de Israel correram para abrigos na manhã desta terça-feira, após o acionamento de sirenes que alertavam sobre o disparo de projéteis vindos do Irã. Os alertas foram ouvidos em todo o território israelense, inclusive nas grandes cidades de Jerusalém e Tel Aviv. Como medida de precaução, as aulas foram suspensas nas escolas da região.

Em meio ao aumento das hostilidades, a representação diplomática dos Estados Unidos em Jerusalém emitiu uma orientação para que todos os servidores do governo americano e seus familiares permaneçam em suas residências durante os ataques, como forma de garantir sua segurança.

Paralelamente, os Houthis, grupo rebelde do Iêmen com apoio iraniano, declararam que vão impedir a passagem de embarcações israelenses pelo Mar Vermelho. O anúncio veio na sequência da troca de ataques entre Irã e Israel. A organização também afirmou ter lançado ofensivas contra o país.

As Forças de Defesa de Israel ativaram sistemas antimísseis para interceptar um artefato identificado como procedente do Iêmen. Este representa o primeiro ataque do grupo contra Israel desde que um cessar-fogo foi estabelecido na região, em abril deste ano.

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A via marítima do Mar Vermelho é considerada crucial para o transporte de mercadorias israelenses com destino à Europa e às Américas. Assim, a interdição da navegação pode acarretar perdas econômicas significativas para o país.

A escalada do confronto gerou forte turbulência nos mercados financeiros globais. O barril de petróleo Brent, referência internacional, registrou alta de quase 4% no início do dia, aproximando-se do patamar de US$ 100. Contudo, após anúncios de uma trégua temporária nos ataques entre Israel e Irã, os preços recuaram.

O Brent passou a subir cerca de 1,79%, negociado a US$ 94, enquanto o WTI, indicador para o mercado norte-americano, registrava ganho de 1,38%, cotado a US$ 91, após ter atingido US$ 95 no início das operações.

No Brasil, o Ibovespa apresentava forte volatilidade, recuando 0,12% e operando próximo dos 168 mil pontos. O dólar se apreciou frente ao real em meio à incerteza global, sendo cotado a R$ 5,17. O real esteve entre as divisas com maior desvalorização no período.

De acordo com analistas, investidores estão migrando de economias emergentes, como a brasileira, para ativos considerados mais seguros. As bolsas asiáticas, que encerraram o pregão durante os ataques, fecharam em baixa. Já os índices americanos inverteram a tendência e passaram a subir, enquanto os europeus reduziram as perdas após o anúncio da pausa nos confrontos.

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O mercado financeiro global passou a incorporar os possíveis desdobramentos do conflito, com atenção especial ao impacto da alta do petróleo sobre as políticas monetárias e as decisões dos bancos centrais. O pessimismo em relação ao fim da guerra, segundo especialistas, tende a se aprofundar com a prolongação do confronto, afetando tanto as cotações do petróleo quanto as bolsas de valores ao redor do mundo.

Fonte: CNN Brasil

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