ALERTAGrupo aplicava golpes em anunciantes da OLX usando cartões de terceiros

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou na terça-feira (9/6) uma operação para desmantelar uma quadrilha que vinha aplicando fraudes contra vendedores de plataformas de compra e venda online, como a OLX. As investigações apontam que o grupo atuava desde 2025 e é responsável por pelo menos 20 ocorrências semelhantes.

Segundo os investigadores, o modus operandi consistia em simular a compra de celulares e videogames, efetuando os pagamentos com cartões de crédito ou débito de terceiros que também eram vítimas do esquema. Os criminosos retiravam os produtos pessoalmente e, assim que os verdadeiros titulares dos cartões contestavam as transações, os valores eram estornados. Com isso, os vendedores ficavam sem o dinheiro e sem os itens vendidos.

O caso que deu origem à investigação ocorreu em Ceilândia (DF), onde um homem de 39 anos anunciou um PlayStation 4 Pro na plataforma. Após fechar negócio com um suposto comprador, ele fez a entrega presencial do videogame. No dia seguinte, descobriu que o pagamento havia sido cancelado pelo dono do cartão utilizado.

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A partir dessa denúncia, a 15ª Delegacia de Polícia mapeou um padrão de atuação repetido ao longo dos últimos anos. Os alvos preferenciais eram iPhones e consoles PlayStation, produtos de alto valor e fácil revenda. Os criminosos utilizavam perfis falsos e números de telefone descartáveis para abordar as vítimas e dificultar a identificação.

A quadrilha era composta por quatro pessoas: Ícaro Presto Negrão Costa, 21 anos; Rafael Oliveira Kanzler Barbosa, 22; Jair Henrique Cipriani Vaz; e Eduardo Bonifácio da Rosa. De acordo com a polícia, Jair era o líder, responsável por organizar as ações, negociar com as vítimas e fazer o contato inicial. Ícaro e Eduardo atuavam na retirada e entrega dos produtos, enquanto Rafael dava suporte operacional, criando e gerenciando perfis falsos.

Durante as investigações, os policiais encontraram prints de conversas que mostravam o uso recorrente de nomes fictícios e diferentes números de telefone. Em alguns casos, os suspeitos teriam zombado das vítimas após a contestação dos pagamentos, demonstrando que sabiam que o golpe havia sido descoberto.

Na operação, batizada de Voo de Ícaro, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão nos endereços de Ícaro e Rafael, que estão foragidos e têm mandados de prisão em aberto. Jair foi preso em flagrante durante as diligências. Com ele, a polícia apreendeu celulares e outros eletrônicos que haviam sido obtidos pelo mesmo esquema criminoso um dia antes da ação policial.

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Os investigadores continuam trabalhando para localizar os demais suspeitos e recuperar os itens subtraídos. A PCDF orienta que vendedores de plataformas online redobrem a atenção e verifiquem a procedência dos pagamentos antes de entregar os produtos.

Fonte: Metrópoles

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