Cerca de 600 participantes, entre profissionais da educação e saúde, estudantes e familiares de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), estiveram presentes no 2º Seminário Regional sobre Autismo da Serra Catarinense, realizado nesta quarta-feira (10) no Parque Nacional da Maçã e do Vinho, em São Joaquim. O evento foi organizado pela Assembleia Legislativa, por meio da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência, e contou com palestras, debates, exposições e apresentações culturais conduzidas por especialistas de diversas áreas.
No encerramento do ciclo de seminários deste ano, o deputado Lucas Neves (Republicanos) enfatizou a relevância da iniciativa para ampliar o acesso à informação e melhorar o atendimento às pessoas autistas. Autor da Lei 19.112/2024, que criou o Selo Escola Amiga do Autista, o parlamentar destacou que a formação contínua fortalece as ações previstas na legislação. Segundo ele, os quatro encontros realizados na Serra Catarinenses alcançaram aproximadamente 10 mil pessoas. “O suporte está na formação continuada, que busca levar informação e ampliar a compreensão sobre o Transtorno do Espectro Autista dentro das escolas, além de contribuir para as áreas da saúde e da assistência social”, afirmou.
A secretária municipal de Educação, Roberta Amarante Arruda, ressaltou os avanços obtidos por meio da atuação conjunta das secretarias de Educação, Saúde e Assistência Social. “Nosso trabalho voltado aos alunos com TEA é desenvolvido de forma integrada e está cada vez mais consolidado no município. Contamos com uma equipe multiprofissional que dá suporte às escolas, que constantemente recebem novos alunos com autismo”, afirmou. Segundo ela, São Joaquim implantou neste ano o primeiro curso de Análise do Comportamento voltado a profissionais das áreas de Educação, Saúde e Assistência Social. “Buscamos oferecer mais qualidade no atendimento aos alunos, garantindo atenção adequada e promovendo um aprendizado mais inclusivo e igualitário”, completou.
Entre as palestrantes, a educadora e mestre em Educação Especial Wania Boer abordou os desafios e as práticas da educação inclusiva para estudantes com TEA. Com 44 anos de experiência na área, a especialista destacou três aspectos fundamentais: a inclusão efetiva do aluno com autismo na escola regular, a construção e implementação do Plano Educacional Individualizado (PEI) e as estratégias para que professores e gestores lidem com o autismo e suas comorbidades no cotidiano escolar. “A educação especial dentro da escola regular transforma a escola em um espaço para todos. É necessário compreender as novas concepções de deficiência, as práticas pedagógicas, os critérios de avaliação e os apoios necessários para garantir os direitos de acesso, permanência e aprendizagem”, ressaltou.
Fonte: Assembleia SC





















