A Organização das Nações Unidas (ONU) solicitou ao governo dos Estados Unidos que reavalie suas políticas de imigração e segurança implementadas durante a Copa do Mundo. O pedido foi feito pelo alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Türk, em declaração à imprensa nesta quarta-feira (10). Ele afirmou que, se as medidas não forem ajustadas, correm o risco de prejudicar a imagem do evento esportivo, que tem início previsto para esta quinta-feira (11).
Türk destacou que a aplicação rigorosa das leis de imigração já está causando impactos negativos sobre equipes, dirigentes e torcedores. “Grandes eventos esportivos devem ser ocasiões em que o mundo se une em paz e harmonia”, declarou o alto comissário, enfatizando a importância de um ambiente acolhedor durante a competição.
As críticas da ONU vêm após uma série de incidentes relacionados às políticas migratórias americanas. Um árbitro da Somália, que deveria participar do torneio, teve sua entrada negada nos EUA. O país africano está entre as nações cujos cidadãos enfrentam restrições totais de entrada no território americano. Além disso, o Irã anunciou na terça-feira (9) que sua cota de ingressos para as três partidas da fase de grupos realizadas nos EUA foi cancelada, gerando tensões diplomáticas.
Há também preocupações de que agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) possam realizar operações para prender imigrantes em situação irregular durante jogos que atraem grandes torcidas sul-americanas. Embora o governo americano tenha tentado minimizar esses receios, a possibilidade de ações de fiscalização intensas continua a gerar apreensão entre comunidades de imigrantes.
Nesta quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, respondeu a questionamentos sobre as dificuldades de obtenção de vistos para o evento. “Estamos trabalhando nisso em estreita colaboração para garantir que as pessoas certas entrem em nosso país”, afirmou Trump, durante coletiva de imprensa. A declaração ocorreu após um repórter mencionar o temor de que as restrições estejam afastando torcedores estrangeiros.
As informações foram divulgadas pela agência Reuters, que acompanha de perto as tensões entre as políticas migratórias americanas e a realização da Copa do Mundo.
Fonte: CNN Brasil






















