SEM CERANovas regras da Copa do Mundo miram cera e dão mais poder ao VAR

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A Copa do Mundo que começa nesta quinta-feira (11) chega com um conjunto de regras inéditas, aprovadas pela International Football Association Board (IFAB). As alterações focam em reduzir as interrupções e aumentar o tempo efetivo de jogo, além de ampliar as atribuições do árbitro de vídeo.

Uma das principais novidades é a contagem regressiva obrigatória para cobranças de laterais e tiros de meta. O árbitro sinalizará o momento exato em que o jogador pode executar o lance, e o atleta terá apenas cinco segundos para fazê-lo. Se ultrapassar o limite, a posse de bola será transferida para o adversário: no lateral, a equipe rival ganha a bola; no tiro de meta, a penalidade é a conversão em escanteio contra o time que atrasou.

Outra medida contra a perda de tempo envolve as substituições. O atleta que sair de campo terá dez segundos para deixar o gramado após a placa de substituição ser erguida. A saída deve ser pelo ponto mais próximo da linha lateral ou de fundo. Caso descumpra o prazo, o substituto terá de aguardar um minuto no banco, deixando a equipe com dez jogadores temporariamente.

A conduta dos jogadores também passa a ser mais fiscalizada. Quem cobrir a boca com a mão, braço ou camisa durante conversas com a arbitragem ou adversários será punido com cartão vermelho direto. A medida visa evitar insultos ou ofensas ocultas.

O VAR ganhou novos poderes para corrigir erros históricos. Agora, o árbitro de vídeo pode anular segundos cartões amarelos aplicados de forma incorreta que resultariam em expulsão. Também pode intervir em casos de identidade trocada na aplicação de cartões e sugerir a anulação de gols se houver falta antes de escanteios ou tiros livres.

Essas regras foram testadas em competições anteriores e agora entram em vigor no Mundial. A expectativa é de que as partidas tenham ritmo mais intenso e menos paralisações, com a arbitragem atuando de forma mais rigorosa.

As mudanças representam um avanço na busca por um futebol mais justo e dinâmico. Resta saber como os jogadores e treinadores se adaptarão às novas exigências dentro de campo.

Fonte: NSC Total

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