O governo do Paraguai concluiu a remoção de 57 painéis publicitários instalados na entrada de Ciudad del Este, cidade na fronteira com o Brasil. A decisão foi tomada após a polêmica gerada pela exibição de imagens criadas por inteligência artificial do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro agredindo o zagueiro paraguaio Gustavo Gómez.
De acordo com o Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC), as estruturas foram desmontadas ao longo da Ponte da Amizade, principal via de ligação entre Paraguai e Brasil. A operação incluiu outdoors, totens e painéis de LED.
O comunicado oficial informa que a ação ocorreu entre a zona alfandegária e a rotatória Oasis, com o objetivo de recuperar o espaço público, diminuir a poluição visual e melhorar a segurança viária na região fronteiriça.
Ao todo, foram retirados 22 outdoors metálicos de grande porte, 22 totens publicitários e 13 painéis de LED. O ministério afirmou que as estruturas estavam instaladas de forma irregular.
A operação foi realizada em conjunto pelo MOPC, pela Polícia Rodoviária, pela Polícia Nacional e pela Administração Nacional de Eletricidade (ANDE). Os equipamentos removidos foram levados para depósitos do ministério em Minga Guazú, onde ficarão à disposição dos proprietários que quiserem solicitar a devolução.
As imagens, produzidas por inteligência artificial, mostravam Bolsonaro agredindo Gustavo Gómez, capitão da seleção paraguaia e zagueiro do Palmeiras. A montagem trazia as frases “Aqui é Brasil, respeita!”, “O hexa é nosso” e “Paraguai derrotado em campo e fora dele”. O cartaz foi divulgado no dia 30 de maio.
O presidente paraguaio Santiago Peña criticou os painéis nas redes sociais no mês passado, classificando as imagens como ofensivas e afirmando que ações como essa não promovem o respeito entre os dois países. Ele determinou ao MOPC a retirada das estruturas.
O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, também se manifestou nas redes sociais. Ele repudiou o uso da imagem do pai e disse que o atleta é admirado por Bolsonaro, acrescentando que a peça publicitária tinha o objetivo de provocar o povo paraguaio.
As empresas responsáveis pelos telões alegaram que a exibição das imagens foi resultado de um ataque hacker aos sistemas. A Polícia Nacional do Paraguai investiga o caso.
Fonte: Metrópoles























