O senador Flávio Bolsonaro (PL) ainda não definiu quem será seu candidato a vice-presidente nas eleições de 2026. A escolha é uma das principais dúvidas que envolvem sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
O assunto perdeu destaque nas últimas semanas após a divulgação de um áudio em que Flávio solicita dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O montante seria destinado ao filme Dark Horse, uma cinebiografia sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Contudo, a dois meses do início oficial da campanha eleitoral, o tema voltou a ser discutido. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão mais novo de Flávio, contribuiu para reacender o debate ao sugerir publicamente o nome da deputada federal catarinense Júlia Zanatta (PL-SC) para o cargo.
Flávio já manifestou, inclusive em entrevista ao podcast Café nas Eleições, do NSC Total, sua preferência por uma mulher como vice. A estratégia visa ampliar o apoio entre o eleitorado feminino, segmento que pode ser determinante nas urnas em outubro.
Quatro nomes femininos são considerados para compor a chapa: Tereza Cristina, Júlia Zanatta, Simone Marquetto e Clarissa Tércio. Todas são filiadas a partidos da base aliada e têm perfis que dialogam com diferentes setores conservadores.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura do governo Bolsonaro, é uma liderança forte no agronegócio e foi chamada por Flávio de “sonho de consumo de todo mundo”. No entanto, ela minimizou a possibilidade, afirmando que seu foco é disputar a presidência do Senado em 2027.
Júlia Zanatta (PL-SC), deputada federal, ganhou notoriedade após Eduardo Bolsonaro defendê-la nas redes sociais. Ele destacou sua lealdade e atuação no Congresso. Zanatta reagiu positivamente, publicando um vídeo que menciona especulações sobre sua candidatura e afirmando estar “sempre pronta para o combate”.
Simone Marquetto (PP-SP), ex-repórter e apresentadora de TV, tornou-se influenciadora católica. Ela se reuniu com Flávio em abril para tratar de uma possível aliança e foi incluída em pesquisas internas da pré-campanha para testar sua aceitação entre eleitores.
Clarissa Tércio (PP-PE) é casada com um pastor e tem forte ligação com a Igreja Assembleia de Deus. Ela foi a deputada mais votada do Nordeste em 2022, com mais de 240 mil votos, e atua em pautas de inclusão. Seu perfil religioso e moderado é visto como trunfo para conquistar bases petistas.
A escolha do vice será crucial para equilibrar a chapa e atrair diferentes segmentos do eleitorado conservador. Flávio Bolsonaro terá que decidir entre esses nomes nos próximos meses, considerando fatores como representatividade regional, apelo popular e lealdade ao projeto político familiar.
Fonte: NSC Total























