NÃO RESISTIUJaques Wagner deixa liderança do governo no Senado após operação da PF

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O senador Jaques Wagner (PT-BA) comunicou na tarde desta quarta-feira (24) que solicitou afastamento da função de líder do governo no Senado Federal. A decisão foi tomada após um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme informou o próprio parlamentar em suas redes sociais.

Wagner classificou a conversa como um diálogo entre amigos e afirmou que a saída ocorreu de forma consensual. Em sua declaração pública, ele destacou que sua prioridade neste momento é demonstrar sua inocência e concentrar esforços na reeleição do presidente Lula, do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e de sua própria candidatura ao Senado ao lado de Rui Costa.

No último dia 18 de junho, o senador foi alvo da nona etapa da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras de grandes proporções envolvendo o Banco Master, instituição controlada pelo empresário Daniel Vorcaro.

As investigações levaram agentes da Polícia Federal a cumprir mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia. Além de Wagner, o banqueiro Augusto Ferreira Lima, proprietário do Banco Pleno — também liquidado pelo Banco Central neste ano — foi incluído entre os alvos da operação.

Ao todo, 18 ordens judiciais de busca e apreensão foram executadas em endereços ligados aos investigados. Até a manhã do dia 18 de junho, a defesa dos acusados não havia se pronunciado publicamente sobre as acusações.

Jaques Wagner construiu sua trajetória política a partir do sindicalismo no setor petroquímico de Camaçari, na Bahia. Foi nesse ambiente que ele estabeleceu laços com Lula, quando ambos participavam de encontros de trabalhadores da área de petróleo.

Ele foi eleito deputado federal por duas legislaturas, em 1994 e 1998, e integrou ministérios do primeiro governo Lula, como o Ministério do Trabalho, em 2003, e a Secretaria de Relações Institucionais, em 2005.

Entre 2007 e 2014, Wagner governou a Bahia por dois mandatos consecutivos, tornando-se o primeiro petista a ocupar o cargo no estado e rompendo uma hegemonia de partidos de direita, representada anteriormente por figuras como o senador Antônio Carlos Magalhães.

Depois de deixar o governo estadual, ele assumiu o Ministério da Defesa e, posteriormente, a Secretaria-Geral da Casa Civil durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Em 2018, com Lula preso pela Operação Lava-Jato e impedido de concorrer à Presidência, Wagner foi cotado como um dos possíveis candidatos petistas ao Palácio do Planalto. No entanto, preferiu disputar uma vaga no Senado, e o partido lançou Fernando Haddad para a eleição presidencial, que foi vencida por Jair Bolsonaro.

Fonte: NSC Total

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