POLÍTICASanta Catarina celebra 125 anos de Antonieta de Barros, primeira deputada estadual negra

publicidade

Neste sábado, 11, completam-se 125 anos do nascimento de Antonieta de Barros, primeira mulher negra eleita deputada estadual no Brasil. Professora, escritora e jornalista, ela se tornou símbolo da luta antirracista em Santa Catarina. Para celebrar a data, a Assembleia Legislativa mantém aberta ao público, até o fim do mês, uma exposição na Galeria Ernesto Meyer Filho com telas de diversos artistas e cartazes feitos por alunos de escolas catarinenses que participaram do projeto “Escrevivências”, refletindo sobre a importância histórica da personagem.

A mostra integra as homenagens à educadora e é promovida pela Associação de Educadores Negros de Santa Catarina (Aensc) e pela Associação de Mulheres Negras Antonieta de Barros (Amab). Realizada desde 2023, a iniciativa busca aproximar crianças, jovens e adultos da trajetória de Antonieta. Entre as peças expostas, há uma imagem restaurada pela equipe do Centro de Memória da Alesc – uma foto pintura sobre papel de autoria desconhecida.

Em Florianópolis, o nome de Antonieta é popular, mas muitos desconhecem sua real dimensão. Quem chega à capital catarinense por via aérea passa pelo complexo de túneis Antonieta de Barros para ir ao Centro. Quem vem do continente ou se desloca da área central para o campus da Universidade Federal percorre o trajeto inverso sob o maciço que historicamente concentrou grande parte da população negra da cidade. Na Assembleia Legislativa, o auditório do Palácio Barriga Verde leva seu nome, e um busto dela está na entrada do Plenário Osni Régis.

Na região continental de Florianópolis, há uma rua e um núcleo de educação infantil com seu nome. No Centro Leste, área de efervescência cultural, o movimento negro trabalha para revitalizar o local onde funcionou a escola em que ela lecionou – depois batizada com seu nome –, próximo ao Instituto Estadual de Educação (IEE). Antonieta também é retratada em um mural de prédio na área mais movimentada do Centro.

Antonieta nasceu em 1901, apenas 13 anos após a abolição da escravatura. Em uma cidade pequena, alfabetizou-se cedo e tornou-se professora muito jovem. Atuante na imprensa local, fundou o jornal “A Semana” e a revista “Vida Ilhoa”. Usando o pseudônimo Maria da Ilha, combatia as desigualdades e promovia a cultura. Em 1934, elegeu-se deputada estadual. Como constituinte em 1935, foi relatora dos capítulos sobre educação e cultura, defendendo o conhecimento como direito fundamental.

Seu legado é marcado pela defesa da educação, da igualdade e da ampliação da participação feminina na política. Ela rompeu barreiras de gênero e raça. Além de liderar a criação do Dia do Professor, defendeu concursos públicos para o magistério, bolsas de estudo e escolas profissionalizantes.

Em 1934, Antonieta tornou-se a primeira mulher negra deputada estadual do país. Como constituinte em 1935, foi relatora dos capítulos sobre educação e cultura.

Tornou-se professora muito jovem. Além de liderar o reconhecimento do Dia do Professor, defendeu concursos públicos, bolsas de estudos e a implementação de escolas profissionalizantes.

Participativa na imprensa local, criou o jornal “A Semana” e a revista “Vida Ilhoa”. Assinando como Maria da Ilha, combateu desigualdades e aproximou a cultura da população.

Seu legado ultrapassa gerações. Hoje, cede seu nome ao complexo de túneis de Florianópolis, ao auditório do Palácio Barriga-Verde (Alesc), além de ruas e núcleos infantis.

A exposição convida o público a conhecer Antonieta sob o olhar de estudantes de todo o Estado. A educação, que sempre esteve presente em sua trajetória, manifesta-se por meio da arte, revelando diferentes percepções sobre sua vida, sua história e seu legado. Alunos de Içara, no Sul catarinense, retratam Antonieta por sua “determinação e resistência”, que “inspira gerações”. Na Serra, alunos de Urubici destacam que ela superou “caminhos pedregosos, cheios de dificuldades”. Já em São José, outra turma descreveu sua importância projetando um futuro melhor: “É preciso sonhar, ser gentil”. Essas percepções mostram como Antonieta rompeu barreiras no tempo e nos costumes, tornando-se um exemplo.

Entre as lideranças negras que cultuam a memória de Antonieta, está Maria Aparecida Rita Moreira. Ela valoriza a divulgação de sua trajetória entre os estudantes: “Levando nossas personalidades para as escolas, automaticamente…”.

Fonte: Assembleia SC

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe

publicidade