CUSTO DE VIDA EM 2026Florianópolis se consolida entre as capitais mais caras do Brasil

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 O cenário econômico brasileiro no primeiro semestre de 2026 apresenta uma inflação moderada, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrando uma alta de 0,16% em junho, acumulando 3,36% no ano. No entanto, por trás das médias nacionais, esconde-se uma grande disparidade entre as capitais, com Florianópolis ocupando um lugar de destaque negativo no quesito acessibilidade.

Florianópolis: a terceira capital com maior custo de vida

De acordo com o levantamento de Custo de Vida nas Capitais para o primeiro trimestre de 2026, Florianópolis ocupa a 25ª posição entre as 27 capitais brasileiras no “Score de Acessibilidade”. Como o ranking é decrescente (do mais acessível para o mais caro), isso significa que a capital catarinense é a 3ª cidade mais cara do país, superada apenas pelo Rio de Janeiro (26ª) e São Paulo (27ª).

O custo mensal estimado para viver em Florianópolis é de R3.874,00, com o valor médio do aluguel atingindo R$ 2.800,00. Com um score de 31/100, a cidade é classificada na categoria de custo “Moderado”, mas muito próxima do nível de “Alto Custo” (abaixo de 29 pontos).

Movimentação no ranking e fatores de pressão

Embora os dados atuais a situem no topo da lista de preços elevados, Florianópolis demonstra uma tendência de valorização contínua. No mercado imobiliário, a capital catarinense aparece como a 8ª cidade com maior valorização de imóveis residenciais para venda no Brasil, com uma alta acumulada de 8,20% nos 12 meses encerrados em março de 2026.

Os principais índices responsáveis pela composição desse elevado custo de vida, conforme a metodologia de acessibilidade, são:

·      Aluguel: O principal vilão, representando uma fatia significativa do orçamento mensal;

·      Cesta básica, transporte e gasolina: Itens que completam o cálculo do score de acessibilidade e que pressionam o consumo das famílias locais.

Extremos do ranking: onde é mais barato e mais caro viver

Enquanto Florianópolis figura entre as mais proibitivas, o levantamento aponta Aracaju (SE) como a capital mais acessível do Brasil, com um custo mensal de R$ 2.058,00 e um score de 79/100. No extremo oposto, está São Paulo que detém o título de capital com o maior custo de vida, exigindo um gasto mensal estimado de de R$ 5.253,20.

Abaixo, os destaques das capitais nos dois extremos:

Capitais mais acessíveis (menor custo):

·      Aracaju (SE): R$ 2.058,00 (1° lugar);

·      Teresina (PI): R$ 2.026,00 (2° lugar);

·      Macapá (AP): R$ 2.002,80 (3° lugar).

Capitais menos acessíveis (maior custo):

·      Florianópolis (SC): R3.874,00 (25° lugar);

·      Rio de Janeiro (RJ):R 4.479,20 (26° lugar);

·      São Paulo (SP): R$ 5.253,20 (27° lugar).

Perspectiva regional e inflação

Em termos de inflação mensal recente (junho de 2026), outras capitais apresentaram pressões variadas. Enquanto a Região Metropolitana de Salvador teve alta de 0,15%, cidades como Brasília (0,52%) e São Luís (0,43%) registraram os maiores aumentos médios de preços no período. Por outro lado, capitais como Recife (-0,04%) e Aracaju (-0,02%) chegaram a registrar deflação.

Essa variação mostra que, embora o IPCA nacional esteja sob relativo controle, capitais como Florianópolis enfrentam desafios estruturais, especialmente no setor de habitação, que as mantêm em patamares de custo muito superiores à média nacional de R$ 2.905,95.

 

Redação XMNews

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