As negociações para a construção de uma unidade industrial da Baly Brasil em Araranguá, no Sul catarinense, atingiram a etapa derradeira. Na última sexta-feira (10), representantes da fabricante de energéticos e autoridades municipais se encontraram para acertar os pontos finais do projeto.
De acordo com informações obtidas junto à empresa, a meta é dar início às operações na cidade ainda na segunda metade de 2026. O plano prevê a edificação de um polo tecnológico em um terreno de 500 mil metros quadrados, dos quais 100 mil metros quadrados serão de área construída.
A nova planta fabril ocupará o espaço antes utilizado pela Alliance One Brasil, companhia que atuava no beneficiamento de tabaco. A saída dessa empresa de Santa Catarina foi oficializada em 14 de janeiro de 2026, com a justificativa de concentrar as atividades na unidade localizada em Venâncio Aires (RS) a partir da safra de 2027.
Com a chegada dessa fábrica, a Baly passará a contar com quatro unidades produtivas. Atualmente, a marca possui duas instalações em Tubarão – cidade onde foi fundada – e uma em Treze de Maio, todas igualmente no Sul do estado catarinense.
O encontro entre os gestores da Baly e os representantes da prefeitura de Araranguá serviu para alinhar cronogramas, exigências legais e possíveis contrapartidas. A administração municipal demonstrou entusiasmo com o empreendimento, que deve gerar centenas de empregos diretos e indiretos na região.
A Baly é reconhecida como a segunda maior marca de bebidas energéticas do Brasil. Um levantamento conduzido pela Bain & Company em parceria com a NielsenIQ revelou que a companhia expande seu faturamento a um ritmo dez vezes superior ao de suas concorrentes no setor.
A trajetória da empresa começou em 1997, sob o nome Bebidas Grassi, com a produção de vinhos e cachaças. A incursão no segmento de energéticos ocorreu em 2009, quando lançou uma bebida em garrafa PET – uma decisão contrária à tendência do mercado, mas que a própria Baly considera crucial para seu êxito.
Atualmente, a empresa detém cerca de 25% das vendas nacionais do segmento de energéticos e fatura bilhões de reais por ano. A escolha pela embalagem plástica, segundo executivos, foi um diferencial competitivo que permitiu reduzir custos e ampliar a capilaridade da distribuição.
O investimento em Araranguá reforça a estratégia de expansão da Baly, que busca aumentar sua participação no mercado brasileiro e, possivelmente, abrir portas para exportação. A instalação do complexo tecnológico também sinaliza a aposta da empresa na inovação de processos e na sustentabilidade.
Autoridades locais acreditam que a fábrica contribuirá para diversificar a economia da região, historicamente dependente do carvão mineral e da agricultura. A expectativa é que o empreendimento atraia fornecedores e prestadores de serviços, criando um ecossistema produtivo em torno da marca de energéticos.
Fonte: ND+


























