GOVERNO DESGASTADOPesquisas mostram Lula estagnado e oposição fragmentada na corrida presidencial

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As convenções partidárias para escolha de candidatos aos cargos de presidente, governador, senador, deputado federal e estadual começam na próxima segunda-feira, 20 de julho, após o fim da Copa. A expectativa é que cerca de 30 mil candidaturas sejam registradas para a disputa, que terá seu primeiro turno dez semanas depois.

Esta eleição apresenta uma peculiaridade: a prioridade das legendas não é definir o nome para o Palácio do Planalto, mas sim os postulantes à Câmara dos Deputados. Esse fenômeno ajuda a entender as dificuldades enfrentadas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em mobilizar o PT e seus aliados em estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Em Minas Gerais, Lula nunca enfrentou tantas recusas consecutivas aos convites que fez para candidatos ao governo estadual. A situação é similar para seu principal oponente nas pesquisas, Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal. Ele não consegue conter o crescimento de dissidências na capital e no interior paulista, nem empolgar seu principal aliado em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas, que concorre à reeleição.

Há grande incerteza sobre a estruturação da campanha de Flávio Bolsonaro no interior mineiro. No Rio de Janeiro, ele ainda não obteve sucesso em substituir dois candidatos ao Senado que o apoiariam: o ex-governador Cláudio Castro e o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella. Ambos estão envolvidos em controvérsias.

Assim como Flávio Bolsonaro, Cláudio Castro esteve ligado a transações suspeitas do Banco Master. Já Márcio Canella é alvo de investigação policial por suspeitas de lavagem de dinheiro na revenda de combustíveis.

Lula e Flávio Bolsonaro concentram dois terços das preferências eleitorais, mas ambos apresentam níveis recordes e persistentes de rejeição. Esse cenário torna o resultado da disputa pela Presidência altamente imprevisível.

O desfecho mais provável é uma decisão em segundo turno, segundo pesquisas realizadas nas últimas sete semanas por seis das principais empresas do setor. Em média, Lula aparece com 41% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto a soma de seus adversários chega a 48%.

A situação é notável principalmente porque a oposição a Lula está extremamente fragmentada. Apesar disso, o vencedor de três eleições presidenciais está estagnado há praticamente um ano. Ele não avança, não decola e, pelo quadro atual, não venceria no primeiro turno a direita, que se apresenta pulverizada.

Diferentemente de 2022, Lula agora mantém-se recluso, sem grande esforço para construir alianças. Ele parece confiar exclusivamente em sua força eleitoral. Paradoxalmente, tem chances reais de vencer a eleição. O problema é que, se vencer isolado, Lula enfrentará dificuldades ainda maiores para governar do que as que já encontra no Congresso Nacional.

Fonte: Diário do Brasil Notícias

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