SAÚDEPesquisa revela que 67% dos brasileiros desconhecem exame que detecta câncer de intestino

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Levantamento inédito do Hospital A.C.Camargo, em parceria com a Nexus, indica que dois em cada três brasileiros não sabem da existência do teste FIT, exame que detecta sangue oculto nas fezes, um dos primeiros indícios do câncer colorretal.

A pesquisa mostra que, embora a população identifique alguns sinais da enfermidade, isso nem sempre resulta na procura por assistência médica. Dos entrevistados, 67% reconhecem que sangue nas fezes pode ser um sintoma, e 80% consideram esse um alerta grave. Contudo, entre os 9% que relataram ter notado sangue, quase metade não buscou atendimento.

O câncer de intestino ganhou evidência após a cantora Preta Gil expor publicamente seu tratamento. Ela mencionou que demorou a associar sintomas como constipação severa, sangramento e mudança no formato das fezes à doença.

Especialistas enfatizam que nenhum sangramento retal deve ser negligenciado. “Nem todo sangue que sai pelo reto é hemorroida”, alertam médicos.

O FIT (teste imunoquímico fecal) é um procedimento simples, feito com uma amostra de fezes, que identifica quantidades mínimas de sangue não visíveis. Se o resultado for positivo, o paciente é encaminhado para colonoscopia, que confirma o diagnóstico e possibilita a remoção de pólipos antes da transformação em câncer.

Detectar o tumor antes dos sintomas eleva as chances de cura para mais de 90%, conforme apontam especialistas.

Há expectativa de que o exame seja ampliado no Sistema Único de Saúde (SUS). O Instituto Nacional de Câncer (Inca) deve lançar um novo protocolo nacional de rastreamento, prevendo a oferta do teste FIT para pessoas de 50 a 75 anos.

Outro dado preocupante é o aumento de casos entre jovens. No estado de São Paulo, a incidência em menores de 50 anos cresceu quase 3% ao ano entre 2000 e 2023, segundo dados do Hospital A.C.Camargo.

A conscientização sobre a importância do rastreamento regular é fundamental para reverter esse cenário, destacam os pesquisadores.

Fonte: G1

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