O Festival de Dança de Joinville, um dos maiores espetáculos de dança do planeta, terá a presença de um grupo especial entre quarta-feira (22) e sexta-feira (24). Bailarinas da terceira idade de Nova Veneza, ligadas à Associação Feminina de Assistência Veneziana (Afave), subirão ao palco principal do evento para mostrar seu talento.
“É uma satisfação ver Nova Veneza entre os municípios que integram este espetáculo. A participação reforça o nosso compromisso com o incentivo à cultura e à valorização dos talentos locais. A dança aproxima as pessoas, promove a inclusão e também contribui para fortalecer a nossa identidade cultural”, destacou a prefeita de Nova Veneza, Ângela Ghislandi.
As dançarinas garantiram a classificação após o desempenho nas apresentações e nas avaliações técnicas realizadas pela organização do festival, que analisou critérios como técnica, criatividade, montagem coreográfica e expressão artística. O grupo apresentará a coreografia Sinfonia da Primavera, de autoria da coreógrafa Susan Bortoluzzi.
As bailarinas alcançaram a nota 8,47, classificando-se entre os sete grupos que disputarão a categoria 60+. Ao longo do festival, as participantes concorrerão a troféus e medalhas, além do reconhecimento artístico. De acordo com a coordenadora-geral da Afave, Ingrid Disner Nazari, a participação representa um momento especial para o grupo.
“As bailarinas se dedicaram aos ensaios com muito entusiasmo e carinho, e a expectativa é viver um momento de integração, aprendizado e valorização do trabalho desenvolvido ao longo do ano. Mais do que uma apresentação, esta participação representa a autoestima, o protagonismo e a qualidade de vida que a dança proporciona às integrantes da terceira idade”, ressaltou.
Sobre a obra coreográfica Sinfonia da Primavera é uma obra coreográfica que celebra o despertar da natureza e a delicadeza dos ciclos da vida. Em cena, um passarinho surge como mensageiro da alegria. Borboletas dançam com leveza, simbolizando transformação e liberdade, enquanto flores desabrocham em movimentos suaves e fluidos.
A apresentação convida o público a mergulhar na delicadeza e na esperança que florescem dentro de cada um de nós. Ao final, as borboletas, antes leves e vibrantes, repousam delicadamente. O passarinho recolhe as asas, e as flores, que antes se abriam ao sol, fecham-se lentamente. Na natureza, assim como na dança, o repouso também faz parte do ciclo da vida.
Texto: Patrick Stüpp
Fonte: Pref. de Nova Veneza


























