A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) finalizou a elaboração da “Carta da Indústria – Santa Catarina 2027-2030”, um documento que reúne 86 sugestões para impulsionar o desenvolvimento econômico e social do estado. O material será oficialmente entregue aos candidatos que concorrerão nas eleições de outubro.
O presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, destacou que a indústria é motor de transformação social. “Onde há indústria, há progresso e dignidade gerada pelo trabalho. Nosso partido é a indústria”, afirmou, reforçando o compromisso do setor com o crescimento catarinense.
As propostas estão organizadas em dez áreas prioritárias: incentivo ao desenvolvimento econômico, inovação, educação, saúde, questões trabalhistas, meio ambiente, logística e infraestrutura, segurança pública, comércio exterior e demandas setoriais.
A primeira recomendação do documento é a manutenção da carga tributária estadual, ou seja, que os impostos não sejam aumentados. Esse pleito é apresentado pela Fiesc desde 2002, sendo esta a sétima eleição consecutiva com a mesma solicitação.
Para o campo da inovação, a entidade sugere a criação de um roteiro tecnológico que aponte produtos e mercados estratégicos para nortear o avanço da indústria catarinense.
Na educação, a principal proposta é estimular políticas que melhorem a aprendizagem, com ênfase em alfabetização, recuperação de conteúdos, educação integral e domínio de português e matemática.
Quanto à saúde, a carta recomenda instituir uma política estadual de estímulo a hábitos saudáveis, integrando ações das áreas de saúde, educação, assistência social e o setor produtivo.
O documento foi construído a partir de um amplo processo de consulta, envolvendo líderes empresariais de todas as regiões catarinenses e os 15 conselhos setoriais e temáticos da Fiesc. Também incorporou conhecimento acumulado pelas entidades ao longo dos últimos anos.
Seleme ressaltou que as decisões políticas podem potencializar ou limitar o esforço dos empreendedores. “Os acertos e erros não pertencem a uma única corrente de pensamento”, disse, defendendo um diálogo amplo com os candidatos.
A insistência na não elevação de impostos reflete a visão do setor produtivo de que o Brasil já possui carga tributária elevada e que é preciso oferecer serviços públicos de melhor qualidade à população.
Fonte: NSC Total


























