O Palácio do Planalto decidiu negar a solicitação de visto para dois representantes do governo dos Estados Unidos que desejavam vir ao Brasil com o propósito de contestar o sistema de votação nacional. A informação foi confirmada por integrantes do Executivo brasileiro.
De acordo com as fontes, o requerimento foi apresentado no consulado americano em Washington no dia 20 de julho. A comitiva seria formada por Riley M. Barnes, secretário-adjunto para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel D. Samson, subsecretário-adjunto da mesma pasta do Departamento de Estado norte-americano.
Segundo os mesmos interlocutores, os funcionários estrangeiros comunicaram que teriam encontros com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e com autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma reportagem do jornal The Washington Post revelou que a missão, vinculada à gestão de Donald Trump, tinha como meta semear desconfiança sobre o pleito brasileiro.
Recentemente, Flávio Bolsonaro foi alvo de críticas por levantar suspeitas infundadas em relação às urnas eletrônicas. Em uma reunião com embaixadores no dia 21 de julho, ele afirmou que os equipamentos seriam originários da mesma empresa venezuelana Smartmatic, que teria participado de um esquema fraudulento nas eleições da Venezuela em 2012. O TSE já desmentiu categoricamente essa versão.
Para o governo brasileiro, a tentativa de ingresso dos norte-americanos representa uma interferência externa no processo eleitoral, cujo primeiro turno está marcado para outubro. A negativa dos vistos visa, portanto, preservar a soberania nacional e a credibilidade do sistema de votação.
Fonte: Metrópoles


























