A Força Aérea Brasileira (FAB) comunicou ao Ministério da Defesa que o bloqueio de R$ 1,45 bilhão no Orçamento deste ano compromete a continuidade de suas operações aéreas até dezembro. De acordo com a instituição, a restrição orçamentária afeta diretamente itens essenciais como combustível de aviação, manutenção de aeronaves e projetos estratégicos.
Do total bloqueado, R$ 1,015 bilhão pertence a recursos do Novo PAC, enquanto os outros R$ 435,7 milhões são de despesas discricionárias. A FAB destacou que, com esse corte, não é possível garantir o funcionamento pleno de suas aeronaves, o que inclui treinamento completo de tripulações e missões de rotina.
Diante da escassez de verbas, a Força priorizará apenas missões de defesa aérea, busca e salvamento, instrução de voo e transporte de órgãos. A redução orçamentária também impactou a manutenção e o suprimento de materiais aeronáuticos, o que pode agravar a situação nos próximos meses.
Entre os programas afetados, o projeto FX-2, responsável pela aquisição dos caças Gripen, sofreu bloqueio de R$ 800 milhões. Já o programa do avião cargueiro KC-390 teve R$ 215,8 milhões congelados no Orçamento de 2026. Caso haja recomposição dos recursos, a FAB disse que priorizará o Gripen, a manutenção de material, combustíveis e infraestrutura.
A FAB também reiterou que o lote inicial de 36 caças F-39 Gripen é insuficiente para as necessidades nacionais de defesa. O comando da Aeronáutica aponta que a frota ideal seria de 66 aeronaves. Até o momento, apenas dez unidades foram entregues, com previsão de incorporação das restantes até 2032.
Quanto à substituição de aeronaves antigas, a Força pretende trocar os caças A-1 (AMX) por novos Gripen, sem considerar a compra de um modelo intermediário. A informação foi obtida pelo Metrópoles, que já havia revelado a insatisfação da FAB com a quantidade de caças disponíveis.
Fonte: Diário do Brasil Notícias

























