A Polícia Civil de Santa Catarina mantém em sua lista de foragidos uma única mulher: Silvana Seidler. Natural de Capão da Canoa, no Rio Grande do Sul, ela é procurada há mais de uma década e também figura na Difusão Vermelha da Interpol, um alerta internacional que conecta 196 países na busca por criminosos.
Silvana foi condenada pela morte da própria filha, Carol Seidler Calegari, que tinha apenas 7 anos na época do crime. Além do homicídio, ela também responde por ocultação do cadáver da criança. O caso ocorreu em dezembro de 2014, na cidade de Tubarão, Santa Catarina.
Segundo as investigações, no dia 22 de dezembro de 2014, Silvana se envolveu em um acidente na BR-101. Em seguida, comunicou aos familiares que a filha havia desaparecido, dando início às buscas ainda naquela manhã.
A avó da menina, Neide Botega Calegari, relatou que o comportamento de Silvana causou estranheza desde o início. Ela estava lavando roupas no quarto onde o corpo de Carol estava escondido, mantendo o cômodo trancado. Quando tentaram entrar, Silvana afirmou que não havia nada ali.
O pai de Carol registrou o desaparecimento oficialmente na tarde do mesmo dia. Durante as primeiras diligências, um conhecido da família informou à polícia que Silvana havia dito ter cometido “uma coisa errada”.
A suspeita foi levada para prestar depoimento na delegacia. Na ocasião, afirmou que havia dormido e, ao acordar, não encontrou a filha. Porém, antes mesmo de concluir o depoimento, ela se levantou e saiu caminhando da delegacia, nunca mais sendo vista. Na época, tinha 48 anos.
Na mesma noite, o corpo de Carol foi localizado em um quarto nos fundos da residência, coberto por roupas e cercado por brinquedos. A perícia constatou que a causa da morte foi asfixia por esganadura, ou seja, estrangulamento.
Câmeras de segurança registraram o momento em que Silvana deixou a delegacia. Desde então, seu paradeiro é desconhecido.
A Polícia Civil concluiu o inquérito indicando que a mãe agiu sozinha, embora não houvesse histórico de violência na família. A investigação contou com laudos do Instituto Geral de Perícias, depoimentos e medidas sigilosas.
O processo corre em segredo de Justiça, pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Em novembro de 2022, a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva contra Silvana, que continua em aberto no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões.
Fonte: ND+

























