A seleção brasileira feminina de vôlei terá pela frente a Turquia na decisão da Liga das Nações (VNL), neste domingo. Após eliminar a favorita Itália nas semifinais, o time comandado por José Roberto Guimarães busca o primeiro título da competição.
O confronto exige atenção especial ao ataque turco, liderado pela oposta Melissa Vargas. A equipe adversária cresceu ofensivamente na fase decisiva do torneio.
Na primeira semana, a Turquia oscilou, registrando apenas 15% de eficiência ofensiva contra os Países Baixos. Contudo, a partir da segunda etapa, o rendimento melhorou significativamente.
Contra a Bélgica, a eficiência ofensiva turca atingiu 52%, o melhor índice na VNL. Nas quartas de final, diante do Canadá, foi de 45%, e na semifinal contra a China, 41%.
Vargas é a segunda maior pontuadora da VNL, com 260 pontos, e também se destaca como segunda melhor atacante e terceira melhor sacadora. Neutralizá-la será uma das principais missões do bloqueio brasileiro.
A recepção consistente da Turquia potencializa seu ataque. A equipe teve 73% de passes positivos contra a República Dominicana e na semifinal diante da China, além de superar 60% em várias partidas.
Com boa linha de passe, a levantadora Sahin consegue acelerar as jogadas e explorar o potencial de Vargas, da central Zehra Günes e das ponteiras. Pressionar a recepção adversária será prioridade para o Brasil.
O saque não é o principal diferencial turco. Em diversos jogos, a eficiência no fundamento foi baixa ou negativa, como -6% contra a Itália e -5% frente aos Estados Unidos.
Isso indica que a Turquia constrói vitórias mais pela recepção, ataque e bloqueio do que por pontos diretos de saque. O estilo de jogo prioriza a consistência defensiva e ofensiva.
O retrospecto recente favorece o Brasil. Nos últimos 11 confrontos, a seleção brasileira venceu sete vezes, contra quatro triunfos turcas.
Além disso, o Brasil soma três vitórias consecutivas sobre a rival: na fase preliminar da VNL de 2024, na disputa pelo bronze olímpico em Paris e na primeira fase da VNL de 2025.
O equilíbrio, porém, é constante. Em 2023, quando a Turquia conquistou seu primeiro título da Liga das Nações, venceu os dois duelos contra o Brasil por 3 sets a 0.
O Brasil chega fortalecido pela vitória sobre a Itália, mesmo desfalcado de Julia Kudiess, Gabi Guimarães, Tainara e Nyeme. O sistema defensivo funcionou bem, o bloqueio cresceu e o ataque teve alternativas além de Ana Cristina.
Julia Bergmann, Rosamaria, Diana e Luzia dividiram responsabilidades ofensivas. A equipe mostrou força coletiva e capacidade de superar ausências importantes.
A final promete ser disputada, com dois estilos distintos em quadra. O Brasil aposta na defesa e no ataque variado, enquanto a Turquia confia no poder ofensivo de Vargas e na consistência da recepção.
Fonte: Lance


























