Uma mulher de 31 anos foi presa em flagrante na sexta-feira (24) em Erechim, no Rio Grande do Sul, após utilizar um documento de identificação falso durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O documento pertencia a uma influenciadora digital catarinense que já consta como falecida nos registros oficiais.
De acordo com a PRF, a suspeita estava em um automóvel Ford Ka com placas de Passo Fundo (RS) quando foi parada pelos agentes. Tanto ela quanto o motorista apresentaram versões contraditórias sobre o trajeto da viagem, o que levou os policiais a realizarem uma fiscalização mais aprofundada.
Durante a verificação, a mulher entregou aos policiais um documento de identidade que, após consulta nos sistemas, revelou-se pertencer a uma influenciadora catarinense já falecida. Diante das inconsistências, os ocupantes e o veículo foram encaminhados à Unidade Operacional da PRF em Passo Fundo.
No local, a equipe confirmou que o documento era falso e que a verdadeira titular havia falecido. A suspeita, então, afirmou ser também influenciadora digital e disse possuir cerca de 600 mil seguidores em suas redes sociais.
Ao aprofundar a investigação, os policiais descobriram que a verdadeira identidade da mulher também constava como falecida nos sistemas oficiais desde março de 2026. A suspeita alegou que o registro de óbito seria resultado de uma inconsistência e que utilizava o documento falso para conseguir trabalhar como influenciadora digital.
No entanto, a PRF informou que há fortes indícios de que a própria mulher tenha forjado a própria morte para obter vantagens. O caso foi tratado como crime de uso de documento falso.
Após a prisão, a mulher recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhada à Delegacia da Polícia Federal em Passo Fundo, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Federal deverá investigar não apenas o uso do documento da influenciadora catarinense, mas também as circunstâncias que levaram ao registro de óbito vinculado à identidade verdadeira da suspeita. O objetivo é esclarecer se houve fraude no processo de declaração de óbito.
Até o momento, as autoridades não divulgaram a identidade da influenciadora catarinense cujo documento foi utilizado. O caso segue sob investigação, e novas informações podem surgir nos próximos dias.
Fonte: ND+

























