O Partido Social Democrático (PSD) realizou sua convenção nacional no último domingo e confirmou o nome de Ronaldo Caiado como candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. O ex-governador de Goiás terá como vice o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab.
Durante o evento, Caiado fez um discurso enfático contra a polarização política que domina o cenário nacional. Ele defendeu a necessidade de uma terceira via capaz de unir os brasileiros e superar a divisão entre os dois principais grupos políticos.
Sem mencionar diretamente os adversários, o candidato afirmou que o país não pode ser obrigado a escolher entre ‘os maiores rejeitados’. A declaração foi interpretada como uma crítica aos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, que lideram as intenções de voto, mas também registram altos índices de rejeição.
Entre as propostas apresentadas, Caiado destacou o endurecimento das políticas de segurança pública. Ele defendeu o confisco e a transferência de bens de agressores de mulheres, além de medidas mais rigorosas no combate ao crime organizado.
Outro ponto central foi a renegociação das dívidas do setor rural. O candidato prometeu buscar soluções para os produtores que enfrentam dificuldades financeiras, reforçando seu apoio ao agronegócio.
Caiado também propôs o fortalecimento da gestão pública, com foco em eficiência e resultados. Ele citou indicadores positivos de sua administração em Goiás, especialmente na área de segurança, como exemplos de sua capacidade de governar.
A convenção contou com a presença de lideranças expressivas do partido, como os governadores Eduardo Leite (RS), Ratinho Júnior (PR) e Daniel Vilela (GO). A união das principais figuras do PSD em torno da chapa sinalizou a força da candidatura.
O lançamento oficial ocorre em um momento em que cresce a insatisfação de parte do eleitorado com a polarização. Pesquisas indicam que uma parcela significativa dos brasileiros busca alternativas aos nomes tradicionais.
Com a candidatura registrada, Caiado inicia agora a campanha para consolidar seu nome como opção viável. O desafio será ampliar o reconhecimento nacional e conquistar o apoio de outros partidos para formar uma coligação competitiva.
Fonte: ND+


























