O candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, afirmou que as apurações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, podem ter efeitos na corrida eleitoral de 2026. A declaração foi dada em entrevista ao jornal Correio na última sexta-feira (31).
Zema disse que casos que envolvem parentes de autoridades evidenciam um fosso entre a classe política e os cidadãos comuns. Ele citou que, em Brasília, muitos políticos vivem em meio a privilégios enquanto a população enfrenta dificuldades.
“Tenho convicção de que isso vai repercutir, sim. O que se vê em Brasília é uma realidade em que muitos políticos estão no luxo, enquanto o povo está no lixo. E isso envolve também familiares de políticos. Temos o filho do presidente Lula sendo investigado em escândalos, além de casos como o da esposa de um ministro que assinou contratos de R$ 129 milhões. É uma vergonha”, declarou.
As declarações ocorrem após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça ter autorizado a Polícia Federal (PF) a investigar Lulinha sob suspeita de tráfico de influência e corrupção, em um caso relacionado à autorização para venda de cannabis medicinal.
Além disso, o nome do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece em outro inquérito da PF que apura possíveis fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As investigações estão em estágio inicial e a defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade.
Na entrevista, Zema também aproveitou para comparar sua gestão em Minas Gerais com a de adversários políticos. Ele destacou que, à frente do governo estadual, adotou uma conduta de não envolver parentes na administração pública.
“Em sete anos como governador de Minas Gerais, não levei nenhum parente para trabalhar comigo. Até meus próprios filhos retiraram o sobrenome Zema para evitar qualquer possível favorecimento em suas carreiras”, afirmou.
Ao defender uma transformação no cenário político nacional, o candidato disse que o Brasil precisa de mais gestores comprometidos com a ética no serviço público. “Precisamos colocar brasileiros de bem em Brasília”, finalizou.
As informações são do jornal Estado de Minas.
Fonte: Diário do Brasil Notícias

























