VÍRUS CHINÊSDiários de Fauci revelam bastidores da pandemia e reacendem debate sobre origem do vírus

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Em um desdobramento que promete reacender o debate sobre a gestão da pandemia de covid-19, foram divulgados mais de 1.000 páginas de diários, e-mails e anotações de Anthony Fauci, ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA (NIAID). Os arquivos, tornados públicos pelo senador republicano Rand Paul, do Kentucky, abrangem o período entre dezembro de 2019 e dezembro de 2022 e trazem à tona discussões internas que contrastam com o posicionamento público adotado pelo médico durante a crise sanitária.

Entre os documentos, um dos pontos mais sensíveis é a origem do coronavírus. As anotações indicam que Fauci começou a considerar a hipótese de um acidente de laboratório já em 31 de janeiro de 2020, durante uma teleconferência com pesquisadores organizada pelo cientista Jeremy Farrar. Na ocasião, os especialistas estavam divididos entre a tese de transmissão zoonótica e a de vazamento em laboratório em Wuhan, na China, sem consenso. Isso contrasta diretamente com as declarações públicas de Fauci ao longo da pandemia, quando ele enfatizava a probabilidade de origem natural do vírus.

A divulgação dos diários coincide com um relatório de mais de 500 páginas publicado pela Câmara dos Representantes dos EUA em dezembro de 2024, após dois anos de investigação. O documento, baseado em 38 depoimentos sob juramento e 25 audiências, concluiu que a hipótese laboratorial não podia mais ser tratada como fantasia. O relatório também critica a condução das autoridades, aponta prejuízos do fechamento prolongado de escolas, bilhões de dólares em fraudes em programas emergenciais e questiona a base científica de medidas como o distanciamento de dois metros, sobre o qual Fauci admitiu não se lembrar de nenhuma discussão específica.

Ao longo da pandemia, quem ousava questionar narrativas oficiais sobre máscaras, distanciamento ou imunidade natural era rotulado de negacionista, anticiência ou teórico da conspiração, sofrendo censura e até investigações policiais. Agora, os documentos oficiais e os diários de Fauci mostram que muitas dessas dúvidas eram legítimas e refletiam debates reais que ocorriam nos bastidores. Diante do avanço das investigações, Fauci recorreu ao direito do silêncio e invocou a 5ª Emenda durante depoimento ao Senado, recusando-se a responder aos congressistas sobre decisões tomadas na pandemia e sobre a origem do vírus.

Os arquivos também revelam um episódio pessoal de saúde do médico. Em junho de 2021, Fauci foi diagnosticado com infarto pulmonar após sentir dores no peito, poucos dias depois de ter recebido a vacina contra a covid-19 ao vivo diante das câmeras. Os diários apenas registram o diagnóstico e o tratamento, sem estabelecer relação causal com o imunizante. A revelação levanta questões não respondidas e reforça a argumentação de críticos que defendem maior transparência. A divulgação dos documentos não encerra o debate, mas evidencia que verdades inconvenientes foram silenciadas em nome de uma suposta unanimidade científica.

Fonte: Redação Acre Conservador

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