O banqueiro Daniel Vorcaro, que comandava o Banco Master até ser detido, teria enviado mensagens ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para saber se deveria sair do Brasil. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Em 15 de novembro de 2025, um sábado, Vorcaro escreveu: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. No dia seguinte, voltou a questionar: “Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?”.
O empresário foi preso na noite de 17 de novembro, cerca de 48 horas após a primeira mensagem. Ele tentava embarcar em um jato particular com destino a Malta e, depois, a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
A prisão foi decretada pelo juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, às 15h29 daquele dia. A Polícia Federal considerou que Vorcaro tentava fugir do país.
As conversas entre Vorcaro e Moraes eram trocadas em modo de visualização única, com capturas de tela de textos redigidos em um aplicativo de notas. Por isso, as mensagens extraídas do celular do banqueiro não permitem saber qual foi a resposta do ministro.
Diante da situação, o ministro André Mendonça, do STF, avalia abrir uma investigação sobre as mensagens. Ele é o relator dos processos que envolvem Vorcaro e o Banco Master. A notícia foi divulgada inicialmente pelo portal UOL e confirmada por O Antagonista.
A Polícia Federal entregou a Mendonça um relatório com as conversas, e o ponto que mais chamou atenção foi uma menção a um suposto pedido de proteção feito por Vorcaro. Ele teria solicitado a segurança de Andrei e Paulo, o que investigadores entendem como referência ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Mendonça estuda encaminhar o caso à presidência do STF, hoje ocupada pelo ministro Edson Fachin, para que seja decidido o próximo passo.
Fonte: O Antagonista

























