A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, ao longo de 2026, a comercialização de 14 novas canetas injetáveis destinadas ao tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. O aumento na oferta de produtos ocorreu, em grande parte, após a expiração da patente do Ozempic, medicamento da Novo Nordisk cujo princípio ativo é a semaglutida, em março deste ano.
Do total de aprovações, dez são à base de semaglutida, três contêm liraglutida e uma é uma nova versão do Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida. A semaglutida atua reduzindo o apetite, enquanto a liraglutida auxilia no controle da glicemia e no emagrecimento, e a tirzepatida contribui para o controle do metabolismo e da glicose.
Apesar da ampliação do número de opções, especialistas alertam que os medicamentos não são intercambiáveis entre si. A escolha do produto mais adequado não deve se basear apenas no preço ou no potencial de perda de peso, mas sim em uma avaliação médica individualizada.
A principal transformação no mercado brasileiro veio com a semaglutida, substância conhecida comercialmente pelas marcas Ozempic e Wegovy, ambas da Novo Nordisk. A molécula imita a ação do GLP-1, hormônio naturalmente produzido pelo organismo que regula a glicose e a saciedade. Ao ativar os receptores desse hormônio, o medicamento ajuda a controlar a glicemia, diminui a fome e prolonga a sensação de estar satisfeito.
O fim da exclusividade de fabricação da semaglutida no Brasil, em 20 de março, abriu caminho para a entrada de outras empresas farmacêuticas no segmento. A primeira aprovação pós-quebra de patente veio em maio, com o Ozivy, da EMS, indicado para adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado.
Dois meses depois, em julho, a Anvisa registrou cinco novos medicamentos com semaglutida: Owozy (Ávita Care), Seemasun (Sun Farmacêutica), Zempneo (Brainfarma), Semavy (Cosmed) e Orsema (Ranbaxy). Todos com a mesma indicação para adultos com diabetes tipo 2 sem controle adequado.
Em 17 de agosto, a EMS conseguiu o registro do primeiro genérico de semaglutida do país, sem nome comercial. Na mesma data, a Anvisa aprovou o Semaclique, da Germed, classificado como medicamento similar. Uma semana depois, em 24 de agosto, a agência liberou o segundo genérico, também da Germed. Por fim, em 31 de agosto, veio a aprovação do Yluméc, da EMS, na categoria similar clone.
As dez canetas de semaglutida aprovadas em 2026 foram: Ozivy (EMS, 26 de maio), Semavy (Cosmed, 29 de julho), Owozy (Ávita Care, 29 de julho), Zempneo (Brainfarma, 29 de julho), Seemasun (Sun Farmacêutica, 29 de julho), Orsema (Ranbaxy, 29 de julho), semaglutida genérica da EMS (17 de agosto), Semaclique (Germed, 17 de agosto), semaglutida genérica da Germed (24 de agosto) e Yluméc (EMS, 31 de agosto).
Os preços dos medicamentos variam. O Ozempic é encontrado por valores entre R$ 975 (versões de 0,25 mg e 0,5 mg, no programa Preço NovoDia em comércio eletrônico) e R$ 999 (apresentação de 1 mg). Já o Ozivy chegou às farmácias com preços entre R$ 452 e R$ 498 por caneta.
Para os genéricos, a legislação exige que o preço seja pelo menos 35% menor que o do medicamento de referência. Com base nos valores de lançamento do Ozivy, a estimativa para os genéricos fica entre R$ 293 e R$ 323. Os demais produtos aprovados ainda precisam passar por outras etapas antes de serem comercializados, incluindo a definição de preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos.
Fonte: Revista Oeste


























