J.P. Morgan projeta salto de US$ 6,6 bi para US$ 22 bi no
☁️ 26° Tubarão Nublado
Sáb 🌧️ 24° 18°
Dom 🌧️ 22° 15°
Seg 🌦️ 20° 13°

SAÚDEJ.P. Morgan projeta salto de US$ 6,6 bi para US$ 22 bi no mercado de emagrecedores em três países

publicidade

O mercado de medicamentos para obesidade no Brasil, na China e na Índia deve registrar um crescimento expressivo nos próximos anos, de acordo com estimativas divulgadas nesta sexta-feira (23) pelo banco de investimentos J.P. Morgan. Segundo o relatório, o faturamento combinado desse segmento nesses três países pode saltar dos atuais US$ 6,6 bilhões para US$ 22 bilhões até 2035. A informação foi originalmente publicada pela Reuters.

Esse avanço representa uma taxa de expansão anual de aproximadamente 15% ao longo do período analisado. A projeção é fundamentada na grande quantidade de pessoas afetadas pelo diabetes e pela obesidade nessas nações emergentes, onde os medicamentos à base de GLP-1 — classe que inclui marcas amplamente conhecidas como Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk, e Zepbound, da Eli Lilly — têm ganhado papel central no combate a doenças metabólicas.

De acordo com o levantamento conduzido pela equipe de analistas liderada por Yang Huang, os desafios de saúde pública nesses países são alarmantes. A China e a Índia concentram, respectivamente, mais de 25% e 15% de todos os diagnósticos de diabetes no mundo. Paralelamente, no Brasil, cerca de 12% da população adulta convive com a enfermidade.

O avanço do excesso de peso também impõe desafios crescentes a esses governos. Em território chinês, a proporção de indivíduos com sobrepeso e obesidade pode ultrapassar 65% até o final desta década. Já no cenário indiano, as estimativas apontam que a taxa de obesidade na população adulta deve atingir 11% até 2035.

Historicamente, o uso de terapias com GLP-1 nesses mercados permaneceu restrito por questões financeiras. Os dados do relatório revelam que a penetração desses tratamentos não atinge 0,1% na China e fica abaixo de 0,2% na Índia, números discrepantes quando comparados ao patamar de 4% a 5% registrado nos Estados Unidos. O Brasil atualmente lidera o volume do setor entre os três emergentes, mas a estimativa é que, até 2035, apenas de 7% a 8% dos brasileiros com obesidade utilizem esses remédios, enquanto o índice norte-americano deve chegar a quase 30%.

Entretanto, as dinâmicas de mercado começam a passar por transformações profundas. “O GLP-1 está deixando de ser um tema de crescimento nos mercados desenvolvidos para se tornar uma história de acesso global mais amplo…”, afirmaram os analistas do J.P. Morgan. “Com o vencimento de patentes, o lançamento de genéricos e os cortes de preços impulsionados por políticas públicas, que agora estão melhorando a acessibilidade do GLP-1, os três mercados estão convergindo para o mesmo destino.”

Nessa reconfiguração, projeta-se que a China assuma a liderança sobre o Brasil até 2027. Favorecida por uma alta prevalência de diabetes e pela ampliação do reembolso governamental para as terapias, a economia chinesa pode alcançar um mercado de US$ 13,7 bilhões em 2035, enquanto o faturamento brasileiro deve chegar a US$ 8 bilhões.

A Índia figura como o menor mercado do trio, desacelerada por entraves culturais e financeiros. Segundo o relatório, visões conservadoras em relação a tratamentos farmacológicos, o receio do uso de medicamentos injetáveis e costumes locais que se alteram em ritmo lento permanecem como os principais obstáculos para a popularização dessas terapias no país.

A análise do J.P. Morgan apontou ainda as empresas mais bem posicionadas para capturar o crescimento desse setor nos emergentes. A instituição destacou a chinesa Innovent, as indianas Divi’s Laboratories e Torrent Pharmaceuticals, e a brasileira RD Saúde como as principais alternativas acionárias para investidores interessados na expansão do mercado de GLP-1.

Fonte: Brasil 247

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe

publicidade