O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, já havia soado o alarme sobre o avanço do terrorismo de extrema-esquerda como uma ameaça à civilização ocidental. Agora, com a escalada de distúrbios em território francês, o governo americano vê confirmadas as previsões feitas meses atrás.
Em julho, Rubio detalhou o modus operandi desses grupos: militantes antifa e seus aliados cruzam fronteiras europeias e chegam às Américas para trocar informações, treinamento e propaganda por meio de canais criptografados. Segundo ele, essas redes se articulam em aparelhos clandestinos e contam com financiamento transnacional para manter suas operações.
O alerta ganhou contornos concretos na segunda-feira, quando o Museu do Louvre, em Paris, precisou ser evacuado após manifestantes erguerem barricadas nas entradas. O episódio foi o desdobramento de um fim de semana marcado por confrontos violentos que deixaram um rastro de destruição em prédios públicos e milhares de estabelecimentos comerciais.
As autoridades francesas contabilizaram quase 2.400 detenções em todo o país. Cerca de mil policiais e gendarmes ficaram feridos durante os confrontos de sábado, enquanto pelo menos 3.000 empresas foram danificadas ou saqueadas ao longo do fim de semana.
O primeiro-ministro Sebastien Lecornu atribuiu a autoria dos atos a grupos de extrema-esquerda, que, segundo ele, provocaram “profunda agitação no país na reta final para a eleição presidencial”, conforme noticiou a Reuters.
Um funcionário do Departamento de Estado, em declaração ao The Daily Signal na terça-feira, relacionou os episódios franceses ao aviso feito por Rubio na Ministerial sobre o Ressurgimento do Terrorismo Político. Para Washington, a violência política e as redes extremistas representam uma ameaça crescente à segurança pública e à estabilidade, e os governos precisam encarar as consequências de não protegerem suas fronteiras e de não aplicarem suas leis de imigração.
Em novembro de 2025, o Departamento de Estado designou quatro organizações europeias de extrema-esquerda como Organizações Terroristas Estrangeiras: Antifa Ost, Federação Anarquista Informal/Frente Revolucionária Internacional, Justiça Proletária Armada e Autodefesa da Classe Trabalhadora Revolucionária.
Os protestos começaram com estudantes insatisfeitos com as condições nas escolas, mas rapidamente se transformaram em uma revolta mais ampla contra o custo de vida, a insatisfação com o governo e os cortes nos gastos públicos. O prédio da prefeitura de Limoges, monumento histórico, foi praticamente destruído no sábado (17).
O presidente Donald Trump afirmou que a violência na França pode se espalhar para os Estados Unidos caso os republicanos percam as próximas eleições de meio de mandato. Em comício no Kansas na segunda-feira, ele declarou que a nação europeia, “outrora grande”, está sendo “conquistada, saqueada e queimada até o chão por migrantes, jihadistas e comunistas que odeiam o cristianismo e odeiam, francamente, a própria civilização ocidental”.
Trump classificou a agitação como um “problema de imigração” e criticou os que chegaram ao país: “Eles estão perdendo a Europa. Isso nunca vai acontecer com os Estados Unidos da América. As pessoas que entraram não amam a França nem esses outros países sob ataque. Elas não amam o povo. Não amam a arte. Não amam a arquitetura dos edifícios. Não amam nada do que as cerca.”
O vice-presidente JD Vance revelou que alertou o presidente francês, Emmanuel Macron, sobre a necessidade de fechar as fronteiras para evitar a atual onda de violência, mas não foi ouvido. “Eu disse a ele há muito tempo: ‘Você está cometendo um grande erro na França. Está deixando todo mundo do mundo entrar.’ O mundo inteiro estava entrando e, como você sabe, Paris vai se tornar uma cidade muçulmana muito em breve, e esse não era o acordo”, declarou Vance a jornalistas durante viagem à Carolina do Norte para um comício de campanha.
O vice-presidente americano contou que conhece Macron há cerca de oito ou nove anos e que, desde o primeiro encontro, fez o alerta: “Você deveria fechar suas fronteiras, vamos ver. Nós fechamos nossas fronteiras. Ele não fechou.”
Fonte: Gazeta do Povo






















