Trump celebra guinada conservadora na América do Sul e cita
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GEOPOLÍTICATrump celebra guinada conservadora na América do Sul e cita vitórias de aliados na região

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou nesta terça-feira, 20, satisfação com o crescimento da direita na América do Sul. Durante conversa com repórteres na Casa Branca, o republicano avaliou que a região atravessa uma transformação política significativa.

Segundo Trump, o cenário atual representa uma inversão completa em relação ao passado recente. Ele afirmou que o continente, antes inclinado à esquerda, agora caminha na direção oposta, com governos de orientação conservadora ganhando espaço.

O presidente norte-americano também assegurou que todos os postulantes sul-americanos que contaram com seu respaldo público saíram vitoriosos dos pleitos. A declaração foi feita sem que ele apresentasse detalhes ou uma lista específica dos casos mencionados.

Ao abordar a conjuntura regional, Trump fez elogios a De la Espriella, vencedor da eleição presidencial colombiana em junho e empossado no cargo em agosto. O advogado de perfil conservador recebeu apoio explícito do americano ao longo da campanha.

Na avaliação de Trump, a América do Sul está se convertendo em um território bastante distinto do que era até pouco tempo atrás. Ele vinculou essa reconfiguração política a um cenário de maior prosperidade para os países da região.

O republicano descreveu as nações sul-americanas como cada vez mais conservadoras, qualificando o movimento como benéfico. As declarações surgiram no momento em que jornalistas questionaram se ele pretendia apoiar Marine Le Pen, liderança francesa de direita que almeja concorrer ao pleito presidencial de 2027.

Além do caso colombiano, Trump fez referências indiretas a outras mudanças de orientação política no continente. Ele mencionou a Argentina, onde Javier Milei governa desde dezembro de 2023, e o Chile, que passou a ser comandado por José Antonio Kast a partir de março de 2026. Na Bolívia, Rodrigo Paz assumiu o poder em novembro de 2025.

O Brasil não foi citado na conversa desta terça-feira, mas Trump já havia se pronunciado sobre o resultado do primeiro turno da eleição presidencial brasileira. No dia seguinte à votação de 4 de outubro, o republicano tratou o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) como uma conquista expressiva. O senador alcançou 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em 26 de maio, Trump recebeu Flávio no Salão Oval da Casa Branca. O encontro contou ainda com a participação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão do presidenciável, e do empresário Paulo Figueiredo. Conforme relato de Eduardo, o americano abriu a conversa indagando sobre a condição de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os presentes também trataram de temas como segurança pública, tarifas comerciais e minerais críticos.

Em 2 de junho, Trump divulgou imagens do encontro em sua rede social, a Truth Social, e qualificou Flávio como um homem jovem e inteligente, profundamente dedicado ao Brasil.

Fonte: Revista Oeste

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