A prática da soroterapia, que consiste na administração de vitaminas e outros nutrientes diretamente na veia, ganhou destaque nas redes sociais com promessas de aumentar a energia, melhorar a imunidade, rejuvenescer e até eliminar toxinas do corpo. No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um comunicado nesta terça-feira (14/7) para esclarecer que não existem evidências científicas que comprovem esses benefícios para indivíduos saudáveis.
A nota da agência reforça que a infusão intravenosa de substâncias deve ser reservada exclusivamente para situações onde haja uma indicação clínica clara, identificada por um médico ou outro profissional de saúde habilitado. Quando realizada sem necessidade, a soroterapia pode expor o paciente a riscos desnecessários, incluindo infecções, reações alérgicas e outras complicações associadas à via intravenosa.
A Anvisa também alerta que as promessas divulgadas na internet não substituem tratamentos baseados em evidências científicas. A agência enfatiza que a decisão de utilizar a soroterapia deve ser tomada com base em uma avaliação médica criteriosa, e não apenas em alegações de melhora do bem-estar ou da qualidade de vida.
O que é a soroterapia? Trata-se da aplicação de vitaminas, medicamentos, minerais e outros nutrientes diretamente na corrente sanguínea por via intravenosa. Esse procedimento pode ser indicado em casos específicos, como desidratação, internação hospitalar ou quando o paciente não consegue obter nutrientes adequados por via oral. Para pessoas saudáveis, porém, não há comprovação científica de que a prática traga benefícios como aumento da disposição, prevenção de doenças, rejuvenescimento ou desintoxicação do organismo.
A indicação desse tipo de terapia deve ser feita exclusivamente por um profissional de saúde habilitado, após uma avaliação clínica completa. A Anvisa ressalta que a aplicação intravenosa não substitui uma alimentação equilibrada nem a reposição adequada de nutrientes por meios naturais.
Outro ponto de atenção é o consumo excessivo de vitaminas. Embora elas sejam essenciais para o corpo, o excesso pode levar à hipervitaminose, uma condição que provoca sintomas como náuseas, vômitos, dores de cabeça e alterações no funcionamento do fígado e dos rins. Por isso, a reposição vitamínica deve ser feita apenas quando houver real necessidade, com base em uma avaliação individual.
A Anvisa também esclareceu que não existe a categoria de “cosmético injetável”. Cosméticos são produtos destinados exclusivamente ao uso externo, e aqueles aplicados por injeção devem seguir regulamentações específicas, como as de medicamentos ou dispositivos médicos.
Antes de realizar qualquer procedimento, a agência recomenda que o consumidor verifique se os produtos utilizados estão regularizados junto à Anvisa, confirme se o profissional responsável é habilitado e consulte o conselho profissional da categoria para conhecer as normas aplicáveis. O objetivo é minimizar riscos e garantir que qualquer tratamento seja realizado com base em evidências científicas e de forma segura.
Fonte: A Gazeta do Acre
























