Durante uma blitz realizada na madrugada desta segunda-feira (15), policiais militares do Distrito Federal abordaram um militar do Exército Brasileiro que dirigia um veículo oficial na rodovia DF-001, em Taguatinga. Na revista, os agentes encontraram, além da arma institucional do soldado, um segundo armamento sem documentação. O militar afirmou que a arma irregular pertencia a outra pessoa. A ocorrência aconteceu no km 79 da via.
O homem foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos. A princípio, a corporação informou que a arma sem registro era do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ainda assim, a investigação foi transferida para a 17ª DP, que será responsável por apurar os fatos.
A própria Polícia Militar divulgou nota oficial sobre o caso. No comunicado, a PM confirma que o militar portava regularmente sua arma institucional, mas que no interior do veículo foi localizada uma segunda arma de fogo, sem a documentação exigida. O abordado declarou que o armamento pertencia a terceiro. A corporação ressaltou que a identificação da propriedade, origem, regularidade e eventual vinculação da arma apreendida dependerá da análise dos órgãos competentes.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março deste ano. Ele deixou o complexo penitenciário da Papuda após receber alta hospitalar, onde tratou uma broncopneumonia. A Justiça, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, autorizou a transferência para sua residência por um período de 90 dias.
O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de reclusão pelo crime de tentativa de golpe de Estado. A condenação decorre de sua atuação após a derrota nas eleições de 2022, quando teria articulado para manter-se no poder.
Em 8 de janeiro de 2023, apoiadores de Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, após meses de manifestações que pediam intervenção militar. A Procuradoria-Geral da República já obteve 284 condenações no Supremo Tribunal Federal relacionadas àquele episódio.
No dia seguinte ao ataque, Moraes determinou a desocupação dos acampamentos golpistas montados em frente a quartéis. Bolsonaro, na época, estava nos Estados Unidos e só retornou ao Brasil em março daquele ano.
Em junho de 2025, o STF começou a ouvir os réus do chamado núcleo 1 da trama golpista, que teria sido articulada durante o governo Bolsonaro. A Polícia Federal passou a investigar o ex-presidente após ele declarar, em maio, que havia enviado R$ 2 milhões para o filho Eduardo permanecer nos EUA.
Em 25 de julho, Moraes impôs medidas cautelares a Bolsonaro por indícios de obstrução no processo em que é réu por tentativa de golpe. Desde 18 de julho, ele usa tornozeleira eletrônica, está proibido de acessar redes sociais e de se comunicar com o filho Eduardo, que reside nos Estados Unidos.
Apesar das restrições, no último domingo (3), o senador Flávio Bolsonaro colocou o ex-presidente no viva-voz durante manifestações. O senador ainda postou um vídeo com a ligação, na qual Bolsonaro dizia: “Boa tarde, Copacabana. Boa tarde, meu Brasil. Um abraço a todos. É pela nossa liberdade. Estamos juntos”.
Fonte: NSC Total






















