ATAQUES IRANIANOSBahrein intercepta mísseis e drones iranianos; Kuwait também é alvo de ataque

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As forças armadas do Bahrein anunciaram nesta quarta-feira que suas defesas aéreas conseguiram interceptar e destruir três mísseis e múltiplos drones lançados pelo Irã. Em comunicado oficial, o Comando Geral das Forças Armadas classificou a ação iraniana como uma continuação de sua postura hostil sistemática contra o reino, com ataques a alvos civis.

O comunicado militar destacou que todas as unidades e armamentos do país foram colocados no mais alto nível de prontidão e preparação defensiva. As autoridades também emitiram um alerta à população para que evite tocar ou se aproximar de objetos estranhos ou suspeitos que possam ter caído durante os ataques.

Simultaneamente, o aeroporto internacional do Kuwait foi atingido por um ataque com mísseis e drones iranianos, que deixou pessoas feridas e obrigou as autoridades a desviar voos, conforme informou a agência de notícias estatal kuwaitiana. O Terminal 1 do aeroporto sofreu danos graves, de acordo com a Autoridade Geral de Aviação Civil local.

O Exército dos Estados Unidos havia reportado anteriormente que dois mísseis iranianos disparados contra o Kuwait não atingiram seus alvos ou se fragmentaram durante a trajetória. Já em relação ao Bahrein, três mísseis foram interceptados por forças norte-americanas e bahreinitas, segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM).

O CENTCOM acrescentou que o Irã lançou mísseis balísticos em direção a países vizinhos, mas todos falharam em alcançar seus objetivos. Desde o início do conflito, o Irã tem repetidamente atacado alvos na região do Golfo, onde estão localizadas bases militares americanas.

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As forças armadas dos EUA também abateram drones iranianos que visavam navios civis em águas regionais e tropas americanas no Kuwait. Além disso, realizaram ataques à ilha de Qeshm, próxima ao Estreito de Ormuz, após tentativas de agressão por parte do Irã.

A mídia estatal iraniana informou que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) atacou o quartel-general da Quinta Frota dos EUA no Bahrein, bem como uma base aérea e helicópteros em um país não especificado da região. O Irã afirmou que os ataques foram uma resposta a um ataque americano a uma torre de comunicações ao sul de Qeshm.

Na semana passada, Irã e Estados Unidos disseram ter chegado a um acordo inicial provisório para suspender a guerra, mas o documento ainda não foi assinado formalmente. A mídia iraniana noticiou que Teerã interrompeu a comunicação com Washington há vários dias, mas o presidente Donald Trump negou que as negociações tenham parado.

Trump afirmou em uma publicação nas redes sociais que as conversas continuam ocorrendo diariamente, incluindo nos últimos quatro dias. Desde meados de março, o presidente americano tem reiterado que está próximo de um acordo para encerrar os combates e permitir discussões sobre questões complexas, como o programa nuclear iraniano.

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Trump declarou que sua prioridade máxima é impedir que o Irã obtenha armas nucleares. Teerã nega buscar o desenvolvimento de ogivas atômicas e insiste que seu programa nuclear tem fins pacíficos. O Irã exige acesso a bilhões de dólares em receitas petrolíferas, isenções para exportações de petróleo bruto, fim do bloqueio americano a seus portos e manutenção de influência sobre o Estreito de Ormuz.

A mídia iraniana também noticiou que a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica atacou um navio identificado como Panaya com mísseis, em retaliação ao que classificou como um ataque americano a um petroleiro iraniano próximo a Ormuz. A IRGC alertou que perturbar a segurança do Estreito de Ormuz terá um alto custo para as forças armadas dos EUA.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse a parlamentares na terça-feira que os EUA só concordariam com o alívio de sanções se o Irã abandonasse seu programa nuclear. Durante um debate acalorado com o senador democrata Cory Booker, Rubio afirmou que a guerra acabou, mas Booker discordou da afirmação.

Fonte: CNN Brasil

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