RECUPERÇÃOBolsonaro segue sem autorização para fisioterapia ativa no ombro um mês após cirurgia

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continua sem liberação médica para dar início à fase ativa da fisioterapia no ombro direito, aproximadamente quatro semanas depois de ter sido submetido a uma intervenção cirúrgica na articulação. Documentos encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última semana indicam que o político ainda enfrenta restrições significativas em decorrência do procedimento.

De acordo com os registros entregues à Corte, Bolsonaro exibe “importante limitação de movimento do ombro direito, rigidez articular e restrições de mobilidade na região da cicatriz cirúrgica”. A equipe médica que o acompanha avaliou que o quadro atual demanda cuidados contínuos e monitoramento antes de progredir para etapas mais intensivas de reabilitação.

A análise foi elaborada pelo fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas e pelo ortopedista Alexandre Firmino. Conforme o relatório, o ex-presidente, de 71 anos, manteve-se consciente, orientado e cooperativo durante as consultas e atendimentos realizados.

Os especialistas autorizaram apenas uma sessão semanal de fisioterapia, focada em mobilizações passivas da articulação. Nesse tipo de abordagem, os movimentos são executados pelo terapeuta, sem esforço ativo do paciente, visando preservar a mobilidade e favorecer a recuperação da área operada.

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Em um documento separado entregue ao STF, o cardiologista Brasil Ramos Caiado informou que Bolsonaro não relatou dores relevantes no ombro no período analisado. O médico registrou, contudo, a presença de outros sintomas clínicos que seguem sendo acompanhados pela equipe responsável.

Segundo o documento, o ex-presidente apresentou “episódios de queimação epigástrica associados a refluxo gastroesofágico”. O relatório também menciona a persistência de um quadro de soluços recorrentes.

“Devido aos quadros de soluços recorrentes, foi mantido com doses elevadas previamente ajustadas das medicações específicas e rigorosa dieta com baixo teor de acidez”, afirmou o médico.

A avaliação médica ainda revela que Bolsonaro iniciou um programa de exercícios aeróbicos leves e progressivos, dentro dos limites considerados adequados para sua condição atual. Os relatórios indicam que a pressão arterial permanece sob controle e que não foram detectadas alterações cardiovasculares significativas no período analisado.

Os documentos também destacam que o ex-presidente continua apresentando instabilidade crônica do equilíbrio corporal. Em razão dessa condição, a equipe médica adotou medidas preventivas voltadas à redução do risco de quedas durante o processo de recuperação.

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Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União. Ele cumpre prisão domiciliar humanitária desde o fim de março, após contrair uma broncopneumonia bacteriana. Antes da mudança de regime, estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida como Papudinha.

Fonte: O Sul

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