O Brasil atingiu pela primeira vez o nível de desenvolvimento humano muito alto, com Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,805 em 2024, segundo relatório lançado nesta terça-feira (26/5) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com IBGE e Fundação João Pinheiro. O país saltou de 0,744 em 2012, classificado como alto, para o novo patamar, que o coloca ao lado de 74 nações como Noruega, Suíça e Alemanha.
O IDHM é calculado com base em três dimensões: educação, longevidade e renda, em uma escala de 0 a 1. O Brasil apresentou crescimento quase contínuo entre 2012 e 2024, com queda apenas em 2020 e 2021 devido à pandemia de Covid-19. Apesar do avanço, o IDHM Ajustado à Desigualdade (IDHMAD) recua para 0,641, recolocando o país no nível médio de desenvolvimento, o que evidencia as profundas disparidades internas.
As desigualdades de gênero e raça são marcantes. Em 2024, os homens alcançaram IDHM de 0,802 (muito alto), enquanto as mulheres ficaram em 0,798 (alto). Já a população branca atingiu 0,851 (muito alto), contra 0,774 da população negra (alto). O relatório destaca que “a marcante desigualdade racial no Brasil é evidenciada pelos diferentes patamares alcançados entre a população negra e a população branca”.
As diferenças regionais também são gritantes. O Distrito Federal lidera com IDHM 0,851, expectativa de vida de 79,75 anos e 83,38% da população adulta com ensino fundamental completo. Já o Maranhão tem o menor IDHM (0,687), renda domiciliar per capita de R$ 482,46 e apenas 59,14% dos adultos com ensino fundamental completo no estado da Paraíba. O relatório aponta que, sem políticas efetivas de redução das desigualdades, o desenvolvimento humano pleno permanece um desafio para o Brasil.
Fonte: Postagem Manual























