O coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, Rogério Marinho (PL-RN), criticou neste sábado (18/7) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu as visitas políticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) até as eleições. Para Marinho, a medida é ‘extravagante’, ‘sem precedentes’ e configura uma tentativa de ‘silenciamento político’.
Na sexta-feira (17/7), Moraes ampliou as restrições impostas ao ex-presidente, que se encontra em prisão domiciliar, após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta escrita pelo pai na semana anterior. O magistrado considerou que a divulgação violou as medidas cautelares que proibiam Bolsonaro de usar redes sociais — próprias ou de terceiros. A carta foi lida durante uma transmissão ao vivo.
Após a veiculação da ‘carta aos brasileiros’, Moraes impediu que Flávio visite o pai por 90 dias, posição mantida na última decisão. O ministro também proibiu qualquer tipo de visita, exceto de médicos, fisioterapeutas e advogados (com a ressalva de Flávio), por 30 dias.
Em nota, Marinho afirmou que ‘a decisão que impõe o isolamento de Jair Bolsonaro é extravagante, inusitada e sem precedentes na história recente do país’. O coordenador acrescentou que, ao impedir até mesmo visitas de seus filhos e restringir a comunicação com a sociedade, Moraes transforma medidas judiciais em ‘instrumentos de silenciamento político’.
Neste sábado, Moraes também negou o pedido de visita do presidente da Argentina, Javier Milei, ao ex-presidente. O ministro reafirmou a proibição de encontros políticos até o final das eleições.
Na nota, Marinho voltou a falar na necessidade de eleger um ‘Senado forte’. Antes de ser preso, Bolsonaro defendia publicamente que emplacar aliados na Casa Alta seria uma de suas prioridades na eleição, já que cabe aos senadores decidir sobre a indicação e o impeachment de ministros do STF, pauta relevante para o bolsonarismo.
Marinho concluiu que ‘a normalidade democrática somente será plenamente restabelecida quando o povo puder decidir livremente seu destino nas urnas’. Isso, segundo ele, passa pela eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência e por um Senado forte, independente e fiel à Constituição, composto por pessoas que não se acovardarão diante da necessidade de exercer integralmente suas prerrogativas, inclusive processando e julgando autoridades por crimes de responsabilidade.
Fonte: Metrópoles
























